Após "batalha", Tamas Rohonyi comemora sucesso de GP da Hungria

Em conversa exlcusiva com o TotalRace, empresário afirma que o país segue firme no calendário há 26 anos porque é bom financeiramente

Tamas Rohonyi e Bernie Ecclestone

Desde 1986 no calendário da Fórmula 1, o GP da Hungria é um dos que é realizado há mais tempo de forma ininterrupta. Enquanto gigantes como Silverstone, Spa e Nürburgring estiveram ameaçados e até a França deixou de ser passagem obrigatória para a categoria na Europa, a prova se firmou como um tradicional ponto de parada no verão europeu.

Parte dessa história se deve a Tamas Rohonyi. Nascido na Hungria e naturalizado brasileiro, o engenheiro de formação falou ao TotalRace como foi difícil levar a Fórmula 1 a um país ainda estigmatizado pelo regime socialista.

“Foi uma batalha para convencer o governo húngaro da época, em 84/85, a trazer um campeonato mundial de automobilismo a um país que, na realidade, não tinha nenhuma tradição no esporte. Mas eles pensaram muito nos aspectos turísticos e econômicos e tomaram a decisão de construir um autódromo e trazer o evento para cá. Foi um grande sucesso, principalmente para o esporte brasileiro, porque o Nelson [Piquet] ganhou a primeira, depois o Ayrton [Senna] também. Foi uma alegria enorme.”

Para Tamas, o sucesso econômico do GP da Hungria é o principal motivo pelo qual a etapa segue firme, mesmo em dias de obras faraônicas, como dos circuitos de Kuala Lampur e Abu Dhabi.

“Acho que eles fizeram e continuam fazendo as contas e, do ponto de vista de receita e turismo, é um negócio fantástico. Vem gente da Europa toda para assistir ao evento, os hotéis estão cheios. Então, o motivo é econômico.”

(colaborou Luis Fernando Ramos, de Hungaroring)

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