Após dar poucas voltas de novo, Nasr tenta negociar mais treinos com Williams

Brasileiro deu só 13 voltas nesta sexta no Bahrein e ainda teve que testar muitas peças novas

A pedido da equipe e da fornecedora de motores da Williams, Felipe Nasr mais uma vez teve que se contentar em dar poucas voltas na pista ao participar da primeira sessão de treino livre de um fim de semana. Em uma hora e meia de treino na China, o brasileiro só saiu dos boxes duas vezes, dando ao todo 13 voltas. A melhor delas, em 1min42s265, foi cerca de meio segundo mais lenta que a melhor de Felipe Massa, piloto titular da Williams.

“Foi muito pouco pra falar a verdade”, respondeu Nasr ao TotalRace. “Primeiro que eu não conhecia este circuito, então foi tudo muito novo. Mesmo a gente tendo feito várias sessões no simulador, não estávamos com a pista ideal no simulador, então foi muito diferente. Nestas poucas voltas, eu tive que conhecer a pista e ao mesmo tempo fazer uma volta decente, então eu não aproveitei o máximo do carro e não aproveitei o máximo de mim mesmo, por não conhecer o circuito”, relatou.

Nas duas idas à pista, Nasr ainda teve que se preocupar em testar todas as atualizações novas do FW36. “Tivemos muitas coisas novas no carro, coisas pequenas, mas significantes. Então fomos testando isso, nessas duas saídas que fiz. Aos poucos estou ajudando. Não dá pra fazer tudo de uma vez, mas com certeza tem muita informação. Por ser uma pessoa que vem de fora, às vezes podemos ter até sensações diferentes dos pilotos titulares”, comentou.

“Aqui eu não conhecia a pista, então pelo pouco tempo que eu tive, acho que fiz o melhor que podia fazer. O pessoal ficou contente. Com o pouco tempo que tive pra conhecer tudo, pra me sentir à vontade. O mais importante foram essas informações das novas peças que trouxemos para cá”, acrescentou o brasileiro.

Como também havia andado pouco no Bahrein, Nasr tenta negociar a participação em mais um treino livre, além dos cinco previamente acordados.

“Pelo acordado, ainda participarei de Barcelona, EUA e Brasil. Mas isto pode mudar. Eles estão limitados também, eles também queriam me dar mais quilometragem, então estamos tentando ver se conseguimos treinar mais. É preciso estar os dois lados disponíveis. Dessas três vezes que eu andei no carro, a gente não teve oportunidade de dar muitas voltas, por uma ordem da equipe de economizar o motor. Isto pra mim não é o ideal. Eu estou numa posição em que eu precisava estar mais tempo no carro. Até mesmo que os pilotos titulares. Aquela primeira sexta no Bahrein, eu andei muito pouco, mas foi muito importante por eu ter feito uma primeira sessão junto com a categoria, com todos os pilotos na pista, simulando largada, pit stop. Foi importante aquele primeiro contato com uma sessão oficial. Depois na quarta-feira (testes coletivos, semana passada, no Bahrein) foi um treino da Pirelli, em que a gente praticamente nem podia mexer no carro. Eles só colocavam os pneus, um diferente do outro, então pra informação não foi muito importante, porque nem são pneus que a gente usa na temporada. E nem fizemos o programa inteiro, pois tivemos um problema no sensor de embreagem, então acabamos mais cedo” lembrou o brasileiro, que teve seus primeiros contatos com um Fórmula 1 nesta temporada.

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