Após três GPs, Ricciardo faz balanço de sua estreia na Hispania

"Sou um piloto muito limpo, é isso o que me trouxe até aqui. Agora tenho de ser diferente dos outros - e quem sabe melhor"

Daniel Ricciardo correrá até o final do ano pela Hispania

Como a grande maioria dos pilotos, Daniel Ricciardo estreou em uma fogueira. No pior carro do grid, o australiano de 22 anos ainda teve de lidar com um final de semana cheio de mudanças climáticas no GP da Grã-Bretanha. Uma volta atrás do próprio companheiro, Vitantonio Liuzzi, ao final da prova, sabia que só poderia melhorar.

De lá para cá, o piloto do programa de desenvolvimento da Red Bull, de apenas 22 anos, vem conseguindo manter-se mais perto do companheiro de Hispania. No entanto, reconhece que ainda tem um longo caminho pela frente.

“Gosto das curvas de alta, mas tem sido difícil para mim crescer neste ponto com o F111. Liuzzi tem sido mais rápido nesse sentido. É uma área em que normalmente sou forte, então espero melhorar. Tirando isso, sou um piloto muito limpo, não cometo muitos erros e acredito que é isso o que me trouxe até aqui. Agora, tenho de ser diferente dos outros e, tomara, melhor que eles.”

Ricciardo elogiou a postura da Hispania ao recebê-lo – e frisou que é algo a que o time já se acostumou em uma temporada e meia de existência.

“Não conhecia ninguém na equipe, mas todos me ajudaram bastante, fizeram com que as coisas fossem mais rápidas. Vi que houve algumas mudanças de pilotos, então acho que eles estão acostumados a terem alguém novo.”

O australiano, que vinha participando dos treinos de sexta-feira como piloto de testes da Toro Rosso até assumir o cockpit da Hispania, espera pode retribuiur a atenção.

“A meta é continuar aprendendo. Se conseguir um melhor resultado pessoal ou superar Tonio e as Virgin em algumas corridas, terei um resultado forte. Tenho de mirar alto, porque isso tudo só vai me ajudar para o futuro. Acho que, nas últimas provas do ano, posso começar a forçar de verdade.”

Como qualquer piloto que estreia na F-1, Ricciardo sonha em estar na posição em que Sebastian Vettel, também fruto do mesmo programa da Red Bull, se encontra hoje.

“Gostaria de ser lembrado. Adoraria ser campeão do mundo um dia e ter meu nome na lista. Esse é o sonho real. Ainda que tenha certeza de que é o mesmo com todos os outros pilotos. Acho que estou em uma idade boa e motivado para isso isso como uma meta a longo prazo.”

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