Asa traseira móvel deixou ultrapassagens na F-1 artificiais, diz Sutil

Piloto da Force India destaca que nem vale a pena tentar defender posição quando o adversário usa o dispositivo

Adrian Sutil, durante caminhada em Xangai

O efeito da asa móvel traseira nas ultrapassagens vistas no Grande Prêmio da Malásia gerou muitas discussões no paddock da Fórmula 1. Enquanto a maioria defende os desafios impostos pelas novas regras da categoria, o alemão Adrian Sutil tomou uma postura mais direta. O TotalRace ouviu o piloto hoje em Xangai.

“É um pouco artificial sim. Tive duas chances de ultrapassar na corrida usando a asa móvel e foi fácil demais, os carros à frente nem se defenderam. Isso não leva a nada”, criticou o piloto da Force India.

Para Sutil, a novidade indiretamente pune os pilotos mais agressivos do grid ao banalizar a manobra. “Sempre fui um dos pilotos que conseguia ultrapassar sem o uso da asa móvel e me sinto um pouco penalizado por esta regra. Acho que os pilotos à frente nem estão se dando ao trabalho de se defender porque não faz sentido”, assinalou.

Ao menos, o alemão relativiza a questão apontando que os detritos que o desgaste dos pneus deixa na pista servem como um fator complicador da ultrapassagem. “Se você sai da linha ideal para ultrapassar, acaba colhendo esta sujeira na sua roda e vai precisar de algumas voltas para limpar o pneu novamente. Os tempos de voltam podem subir bastante com isso”, afirmou.

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