Barrichello: "Não estou preparado para deixar a F-1"

Em Suzuka, brasileiro acredita na convicção de que estará presente no grid em 2012, mas diz que é preciso estar condicionado a tudo

Rubens Barrichello em conversa concorrida com jornalistas

Em uma longa conversa com a presença do TotalRace, Rubens Barrichello afirmou não ter vontade de abandonar a Fórmula 1 no momento.

O brasileiro está em uma situação difícil neste fim de temporada, uma vez que a Williams não sinalizou ainda com uma renovação de contrato, e parece ter jogado nas mãos do destino o que pode acontecer no futuro, afirmando que é preciso estar condicionado a tudo.
 
"Não estou preparado para deixar a F-1 de jeito nenhum, mas você tem de estar preparado para qualquer condição que apareça na nossa vida. É como em uma largada de F-1: se você projetar para o lado direito e alguém tapar seu caminho, você precisa estar programado para seguir à esquerda; tem de deixar um caminho amplo na cabeça para você ter de desviar caso aconteça algo. Não estou preparado para parar, mas toda situação pode acontecer", comenta.
 
O piloto de 39 anos admite certa exaustão com as maratonas que são as corridas fora do continente europeu, mas acredita que isso não o afeta em sua condução do carro ou em seu entusiasmo em continuar competindo. O desejo, mesmo, é continuar na F-1, e Barrichello aposta em sua convicção, que é a de seguir como titular no grid em 2012.
 
"Na verdade continuo sendo eu mesmo, tranquilo, dando tudo de mim dentro do carro. Essas provas da Ásia, as de fora, são mais cansativas, mas não tento usar isso como desculpa. Em Cingapura, acabei a corrida às 22 da noite, fiz a reunião inteira sem pedir para antecipar, saí correndo com minha mochila, fui ao hotel, tomei um banho gelado, peguei um taxi, cheguei no aeroporto 40 minutos antes do voo e fui embora. Cheguei ao Brasil debilitado e fiquei três dias de cama", analisa.
 
"É uma época muito cansativa mas, de coração, estou super em paz comigo mesmo, com o meu conduzir do carro. Acho que são várias coisas que me farão estar guiando o carro no ano que vem. Tenho que só contribuir. Tem gente que diz 'poxa, deveria ter assinado', mas tudo é um ciclo. Quando estiver do seu lado, tem de estar preparado. E eu estou super 'de boa'", completa.
 
(Colaborou Luis Fernando Ramos, de Suzuka)

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