"Correr na Toro Rosso seria um passo importante", diz Ricciardo

Falando ao TotalRace, australiano comenta suas chances para o ano que vem e fala de seu passado no automobilismo

De Perth para o mundo, atrás do sonho de ter sucesso na Fórmula 1

O sorriso fácil de Daniel Ricciardo fica ainda maior quando você menciona Perth, a cidade natal desse australiano de 22 anos. Vem na cabeça as imagens de passar o dia andando de quadriciclo nas fazendas locais e de dormir ao ar livre, olhando as estrelas e ouvindo punk rock no último volume. “De preferência um com guitarras barulhentas e muita gritaria nos vocais. É a minha receita para um dia livre perfeito”, explica o piloto da HRT. Mesmo com tanta ligação com suas raízes, ele escolheu uma vida longe dali para correr atrás de uma paixão ainda maior: a Fórmula 1.

Um dos nomes na “linha sucessória” do programa de jovens pilotos da Red Bull, Ricciardo sabe que a decisão de onde vai correr no ano que vem é decisiva. Seus olhos, claro, miram uma vaga na Toro Rosso, o trampolim ideal para fazer um bom trabalho e se recomendar para um eventual cockpit na Red Bull em 2013. Mas a concorrência é grande: Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari vivem um bom momento na temporada; e Jean-Eric Vergne também está sendo cuidadosamente avaliado, reforçado por um ótimo trabalho no teste de jovens pilotos de Abu Dhabi.

O TotalRace conversou com o simpático australiano sobre seu passado no automobilismo  e seu futuro na Fórmula 1. Confira:

TOTALRACE: O que fez você decidir por uma carreira no automobilismo?
DANIEL RICCIARDO: Acho que eu me apaixonei pelas corridas desde que me dou por gente. Eu era viciado em assistí-las pela televisão e me lembro, com dois ou três anos, de ficar andando com um velocípede pela casa e usando o capacete do meu pai, que também disputava algumas corridas. Foi uma paixão herdada dele. No começo era só brincadeira, mas corri em um kart de aluguel aos sete anos e adorei. Aos 9 comecei a correr com um kart de verdade.

TOTALRACE: Você vem de Perth, uma cidade adorável, mas que fica um pouco isolada não só dos outros países como também das principais cidades australianas. Como fazia para competir na época?
DANIEL RICCIARDO: Você tem razão, é um lugar isolado e sem muitas corridas, apesar de termos um circuito na região chamado Barbagallo. Na época do kart, para ser testado de verdade era preciso ir para a costa leste da Austrália, a região de Melbourne e de Sydney, onde aconteciam os grandes eventos. Saindo do kart, eu corri na F-BMW asiática. Ainda vivia na Austrália, mas vivia viajando. E quando fui para a Europa, me mudei definitivamente.

TOTALRACE: A parceria com a Red Bull começou porque você foi atrás deles ou eles te procuraram?
DANIEL RICCIARDO: Eles me procuraram, o que foi uma boa surpresa. Tinha feito meu primeiro ano na Europa,  no Italiano de F-Renault, e nem tinha conseguido um pódio, embora tenha feito vários quarto lugares e terminado o campeonato em sexto. O que não foi mal, pois haviam quatro pilotos da Red Bull no grid e eu batia um ou dois deles com alguma freqüência. Me mandaram um e-mail no final daquele ano, dizendo que tinham me observado, que me dariam um teste no Estoril e que pensariam em fechar um contrato comigo se eu fosse bem. Foi um grande momento.

TOTALRACE: Como é a relação entre os pilotos do programa da Red Bull?
DANIEL RICCIARDO: É uma mistura entre amizade e rivalidade. Entre eu e Jean-Eric, que disputávamos o mesmo campeonato na World Series, a rivalidade é maior. Por mais que nos divertimos juntos nos programas de treino, na hora da corrida você sempre tenta ficar na frente do outro piloto apoiado pela Red Bull. Mas nos damos bem o suficiente e, longe das pistas, a relação pode ser bem divertida.

TOTALRACE: Como você avalia sua performance na F-1 até agora?
DANIEL RICCIARDO: Estou razoavelmente satisfeito. Acho que você sempre espera mais, mas o trabalho tem sido satisfatório. Ainda quero mais até o final do ano, então darei tudo de mim nas últimas corridas. Mas, até agora, foram mais altos do que baixos, o que é bom.

TOTALRACE: Seu objetivo para o ano que vem seria a Toro Rosso?
DANIEL RICCIARDO: Se eu conseguir uma vaga lá seria um bom passo para minha carreira. Mas mesmo que eu tenha apenas uma chance de seguir na Fórmula 1, não importa onde, seria algo muito bom. Mas se eu tivesse que escolher, jamais diria não à chance de correr na Toro Rosso.

TOTALRACE: Quando você espera uma decisão?
DANIEL RICCIARDO: Certamente depois do GP do Brasil. Se escolherem antes, eu ficaria supreso. Acho que mesmo que eles já tenham na cabeça o que pretendem fazer comigo, não me dirão até pelo menos o Natal.

TOTALRACE: Como é a relação com Sebastian Vettel?
DANIEL RICCIARDO: Eu o conheci razoavelmente bem no ano passado quando testei pela equipe. Ele sempre foi legal comigo, um pouco como Mark: me dando conselhos e ajudando no que eu precisasse. É uma pessoa amigável e com os pés no chão, e isso é muito bom. Ele é muito bem-sucedido agora mas está administrando muito bem essa situação.

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