Coulthard revela que batida de Piquet acabou com sonho da Indy

Para ex-piloto escocês, "não há necessidade de correr roda a roda a 360km/h para entreter o público"

Acidente de Nelson Piquet em 1992

O ex-piloto de F-1 David Coulthard criticou os níveis de segurança da Indy – e revelou que seu sonho de correr na categoria acabou quando viu o acidente com Nelson Piquet nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis, em 1992.

“Tiro o chapéu para quem está correndo no Indy agora. Poderia ter me mudado com minha família para lá e fazer a vida nos EUA, mas a equação risco/recompensa simplesmente não era boa o bastante para mim.”

O escocês relembrou em sua coluna no jornal inglês Daily Telegraph como o acidente com Piquet mudou sua percepção a respeito da categoria norte-americana.

“Sempre sonhei em correr nos Estados Unidos. Lembro de assistir, ainda jovem em um apartamento que dividia com mecânicos em Milton Keynes, os treinos para as 500 Milhas de Indianápolis e ficar maravilhado. Até que Nelson Piquet bateu. Minha lembrança é de ver meu herói com o visor aberto, o pé saindo para fora do cockpit. Meu sonho acabou naquele instante.”

Não que Coulthard acredite que não há risco na F-1, mas, para o hoje comentarista da TV britânica, a Indy está muito atrasada.

“Sentia que a F-1 estava em um nível aceitável e a Indy estava, e provavelmente está, uns 20 anos atrás em termos de segurança.”

O ex-piloto de Williams, McLaren e Red Bull acredita que as velocidades e os muros próximos são os ingredientes que tornam a Indy perigosa demais.

“O motivo principal é simples: velocidade. Não há necessidade, na minha opinião de correr a 360km/h, roda a roda, em circuitos ovais em sua maioria. Você não precisa fazer isso para entreter o público. Temos circuitos na F-1 com muros próximos, mas as velocidades são muito menores.”

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