Descubra os segredos da famosa curva oito de Istambul Park

O grande desafio do palco do GP da Turquia tem 8s5 de duração, pico de 5G e é contornada em 270 km/h em média

Curva 8 é o ícone de Istambul Park

Ainda que o GP da Turquia seja disputado há apenas seis temporadas, ela está entre as grandes: a curva oito se junta à Eau Rouge, Copse e Curva do Cassino no discurso dos pilotos como um dos ícones do calendário.

Também, pudera. Trata-se da curva mais longa do campeonato, com 640 metros – o equivalente a 12% da volta em Istambul Park – virando a 200 graus à esquerda, em alta velocidade, o que gera uma força centrípeta equivalente a cinco vezes a força da gravidade de pico e 3,5G de média.

Curvas mais longas do campeonato

Curva 2* Xangai 8s7
Curva 8 Istambul 8s5
Parabólica Monza 7s6
Curva 3 Barcelona 7s4

Além de desafiadora, a curva é importante para o tempo de volta, pois os 8s5 que os pilotos levam para contorná-la representam 10% do tempo de volta – e 40% do desgaste dos pneus a cada volta, principalmente no dianteiro direito. De acordo com os dados divulgados pela Mercedes, os pilotos fazem três tangências, sendo a mais lenta em 260 km/h, sendo que a média na curva é de 270 km/h.

Acertar o carro para a curva oito é um desafio a mais. É lógico que, quanto melhor a performance aerodinâmica do conjunto, mais rápido o piloto será nestes 8s5, mas o setor obriga a regulagens especiais de cambagem e de altura da parte traseira.

Isso porque a área tem muitas ondulações, principalmente nas duas primeiras tangentes, nas quais os pilotos são submetidos a forças com variação entre +0.5G e -0.8G, levando-os para cima e para baixo.  

*a curva 8 da Turquia é considerada mais longa pela relação velocidade/duração, uma vez que, em Xangai, a velocidade não é sustentada.

 

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