Desgaste de pneu da equipe Williams preocupa Rubens Barrichello

Brasileiro segue confiante no potencial do carro, mas revela dificuldade em entender o comportamento da borracha da Pirelli

Barrichello reclamou do comportamento do pneu, principalmente o composto duro

No GP da Austrália, Rubens Barrichello passou por tudo o que podia. O piloto escapou no Q2 no treino de classificação, largou em 17º, saiu da pista novamente na primeira volta, fez uma corrida de recuperação, foi penalizado com um drive through após colidir com Nico Rosberg para, enfim, abandonar com uma quebra de câmbio. Mesmo após um primeiro fim de semana difícil, o brasileiro segue confiante no potencial do carro.

“A minha Williams está melhor que o do ano passado. É um carro rápido, mas que gasta muito pneu traseiro. Precisamos trabalhar nisso. Eu me mantenho em tempos muito consistentes por um tempo, mas depois o pneu vai embora. É como se você apertasse um botão e acabou, não tem o que fazer”, falou o veterano da Williams.

Barrichello não se disse surpreso com o rendimento da Sauber de Sergio Perez, que conseguiu um sétimo lugar (para depois ser desclassificado por questões técnicas) após completar as 58 voltas com apenas uma troca de pneus.

“Nos testes já parecia que a Sauber era muito consistente com pneus. Com o Perez em Melbourne, vimos que isso é um fato.”

O brasileiro, que disputa sua 19ª temporada na Fórmula 1, revela que ainda sente dificuldade em compreender o funcionamento dos novos pneus Pirelli. “Os pneus trabalham de maneira muito diferente. Com o composto mole, você consegue manter o carro um pouco mais no trilho, fazer com que escorregue menos. É como se o pneu gastasse normalmente até acabar.”

Já a dificuldade com o composto mais duro é controlar o movimento lateral, ou as “escorregadas”, que desgastam ainda mais a borracha. “Você tem muito mais dificuldade de manter o trilho. Você o força para manter temperatura alta e escorrega mais. Nessa escorregada, ele é usado a tal ponto que o faz gastar até mais que o macio. Ainda está difícil de enteder todas essas características”, garante.

Rubinho espera ter uma ideia melhor sobre os pneus durante a próxima etapa do campeonato. “Temos de esperar até a Malásia, onde a temperatura da pista passa dos 50ºC, para poder entender se falta temperatura ao pneu ou se ele tem uma degradação normal, a qual é impossível lutar contra”.

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