Dirigentes da Fórmula 1 se desentendem quanto à decisão sobre o GP do Bahrein

Bernie Ecclestone questiona segurança para realização do evento e sugere colocá-lo no final do calendário; ex-presidente da FIA Max Mosley afirma que decisão vai contra estatuto da entidade

Pôr-do-sol no circuito do Sakhir

Nenhum dos poderosos da Fórmula 1 fala mais a mesma língua. Depois de participar da votação que recolocou o Grande Prêmio do Bahrein de volta ao calendário da temporada de 2011, Bernie Ecclestone mudou de ideia e já não mostra a mesma segurança quanto ao evento. Falando ao jornal inglês “The Times”, ele sugeriu inclusive uma mudança de data da prova, passando-a para a última do calendário.

“Do jeito que as coisas estão no momento, não temos ideia do que vai acontecer. Melhor mover o Bahrein para o final da temporada e, se for seguro, tudo bem nós iremos até lá. Mas se não for, não iremos e não haverá problemas. O relatório da FIA diz que está tudo bem, mas não é o que eu escuto e acho que está claro que é preciso ter cuidado”, falou o dirigente, que afirmou ser possível mudar esta data inclusiva numa votação via fax. “Dá para ser feito, e rápido”.

O ex-presidente da FIA, Max Mosley, foi além e disse que recolocar no Bahrein no calendário e mover o GP da Índia para o final da temporada não é possível sem a aprovação unânime das equipes de acordo com o próprio estatuto da entidade. “É parte das regras - está no artigo 66 do Código Esportivo Internacional. Enquanto a aprovação das equipes por escrito não acontecer, não se pode mudar a data de um evento”, falou Mosley em uma entrevista para a BBC Radio Four.

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