Ecclestone atribui 'fuga' europeia da F1: 'Virou uma economia de 3º mundo'

Chefão da F1 criticou o atual momento do 'Velho Continente' e segue o investimento em mercados emergentes

Ecclestone criticou o atual momento da Europa
Prestes a desembarcar no Brasil para o GP de Interlagos, Bernie Ecclestone resolveu discursar a favor dos países emergentes. Em entrevista publicada pelo jornal ‘Daily Telegraph’, o chefão da Fórmula 1 detonou as consequências da crise econômica europeia, responsável por afastar a categoria do ‘Velho Continente’ nos últimos anos.
 
[publicidade]“O que previ sobre a Europa, lentamente, está acontecendo. O que disse há dez anos é que o continente se tornaria brevemente uma economia de terceiro mundo”, discursou o chefão da categoria.
 
Os números comprovam o afastamento da F1 da Europa. Nesta temporada, por exemplo, apenas 47% das provas foram realizadas no continente mais tradicional da categoria – nove etapas de 19. 
 
A última vez em que a categoria esteve a maior parte do calendário no Velho Continente ocorreu em 2009, quando 52% das corridas foram disputadas em solo europeu – 9 de 17.
 
Desde então, países como a Coreia do Sul, os Emirados Árabes e o México – este último com prova marcada para a próxima temporada –, além dos EUA, sugiram como alternativas para a categoria.
 
“A Europa será o terceiro mundo daqui há dez anos, enquanto a Ásia e a América dominarão o mundo. Temos que nos estabelecer nessas áreas”, declarou Bernie Ecclestone.
 
Para a temporada 2015, a Fórmula 1 confirmou até o momento 20 provas. Destas, nove ocorrerão na Europa. A novidade fica por conta do México. Já para 2016, Ecclestone confirmou a realização do GP do Azerbaijão e negocia mais uma etapa nos EUA.

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