Ecclestone: "maioria das mulheres não quer responsabilidades em grandes empresas"

Mandatário da F1, que recentemente defendeu Carmen Jordá, explicou qual o entrave que não faz com que mais mulheres cheguem a cargos de alto escalão no esporte

Bernie Ecclestone, 84 anos, tem posições controversas quando o assunto é a mulher dentro do contexto esportivo. No início dos anos 2000, o principal dirigente da Fórmula 1 chegou a declarar que "as mulheres deveriam sempre se vestir de branco, para se igualarem a todos os eletrodomésticos."

Recentemente, o chefão da F1 defendeu a piloto de desenvolvimento da Lotus, Carmen Jordá, após ter sofrido críticas da ex-piloto de rali, Michele Mouton.

Em recente entrevista à rede CNN, Ecclestone voltou a dar declarações que fogem do politicamente correto. Segundo ele, as mulheres não gostariam de lidar com as consequências de chegar ao topo:

"Nos negócios, em geral, não há nenhuma razão para não ter mulheres como CEOs de empresas, incluindo a Formula One Management Ltd", disse.

E acrescentou: "O problema é que a maioria das mulheres não quer assumir a responsabilidade de uma grande empresa e todas as consequências que isso traz."

Ainda nesta semana, Susie Wolff admitiu que talvez desista de atuar na Fórmula 1 como titular se não tiver um contrato para o ano que vem. Segundo a piloto, é difícil conseguir alguma coisa. Vale lembrar que a Williams é comandada hoje por Claire Williams, filha de Frank Williams, que também admitiu que o pai não gosta muito de ver mulheres em cargos de alto escalão dentro do esporte: "Ele é de uma geração mais antiga em que o lema era que automobilismo era coisa de homem", disse Claire.

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