Equipes médias acusam F-1 de formar cartel e pedem mais dinheiro

Lotus, Force India e Lotus não estão satisfeitas com os custos dos motores V6 e o processo de tomada de decisões da categoria

Depois das equipes nanicas sucumbirem a problemas financeiros, agora os times médios da Fórmula 1 lançaram uma ofensiva contra a distribuição de dinheiro orquestrada atualmente na categoria, o que classificaram de “cartel”.

[publicidade] Um uma carta enviada ao promotor da categoria, Bernie Ecclestone, e assinada pela Force India, Sauber e Lotus, os dirigentes reclamaram da falta de voz, aumentada após a criação do Grupo de Estratégia, que concentra as decisões político-econômicas nas mãos de Ferrari, Red Bull, McLaren, Mercedes e Williams, e da falta de dinheiro.

As equipes recebem, no total, cerca de 835 milhões de dólares, sendo que quatro equipes ficam com 412 milhões, sendo que os três menores times recebem, cada, entre 52 e 64 milhões.

“Depois de nosso encontro no Brasil claramente vemos a direção da Fórmula 1 no sentido de ter equipes satélites ou uma super GP2. Está igualmente claro que o Grupo de Estratégia não tem intenção de reduzir custos”, reclamaram os dirigentes na carta.

As equipes também reclamam do alto custo dos novos motores, que estrearam nesta temporada. “Cerca de 70 a 80% do dinheiro recebido pela premiação tem de ser alocado com o motor. Para nós, como compradores, a tecnologia do novo motor é muito menos significativa, em oposição às montadoras, que estão usando a F-1 como uma forma de marketing para suas tecnologias”, apontou a carta.

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