Experiência de Prost com Senna ajudou chefia da Mercedes em 2014

O chefe da equipe, Toto Wolff, revelou que pediu conselhos ao tetracampeão para lidar com Hamilton e Rosberg

Se a disputa de Lewis Hamilton e Nico Rosberg em 2014 não teve um desfecho tão intenso quanto a batida que decidiu o campeonato de 1989 entre os então companheiros de McLaren Alain Prost e Ayrton Senna, o tetracampeão francês pode dizer que teve sua parcela de responsabilidade.

[publicidade] A briga interna da Mercedes teve seus momentos de tensão neste ano, principalmente quando Lewis Hamilton demonstrou desconfiar de que Rosberg havia errado de propósito na classificação do GP de Mônaco para impedi-lo de tentar a pole, e quando o alemão e o inglês se tocaram no GP da Bélgica, causando a ira dos chefes, que viram “riscos desnecessários” sendo assumidos por Nico.

Foi então que o chefe da Mercedes, Toto Wolff, consultou Prost sobre a melhor maneira de lidar com dois companheiros que lutam pelo título, algo que o francês experimentou por dois anos com Senna na McLaren. Alain "disse-me que, na época, a McLaren não agiu de uma forma transparente com os pilotos. Talvez porque o Senna foi o último a chegar e era a novidade", revelou o austríaco à Autosport.

Wolff explicou que, segundo Prost, "no final já não se conseguia perceber a organização da equipe, já que as desavenças e a rivalidade entre os pilotos se estenderam aos mecânicos. A equipe estava partida em dois."

A recomendação do ex-piloto, que também foi chefe de equipe na Fórmula 1, foi clara. "Coloquem os dois pilotos em pé de igualdade e digam exatamente a mesma coisa a todos. Não tenham favoritos. É a única forma de conter a rivalidade", disse o francês a Wolff.

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