F1 procura soluções contra abuso das áreas de escape

Por questões de segurança, as equipes e a FIA iniciam estudos para tentar impedir que pilotos abusem de saídas de pista

 O debate sobre pilotos que tentam obter vantagem ao “passar reto” em curvas voltou à agenda da Fórmula 1, após os estouros de pneus do GP da Bélgica. Há a suspeita de que zebras danificadas e detritos fora da pista tenham contribuído para o colapso dos compostos de Sebastian Vettel e Nico Rosberg, em Spa.

A Fórmula 1, há tempos, tem enfrentado dificuldade em criar medidas para manter os pilotos dentro dos limites da pista. A FIA, por sua vez, é muita clara em suas normativas. Somente é punido o competidor que obtém alguma vantagem na manobra de sair da pista.

No entanto, na prova de Spa-Francorchamps, o debate sobre o tema ultrapassou a barreira esportiva e entrou no campo da segurança. Por isso, a discussão ganhou importância nas últimas semanas.

O que pode ter contribuído para o aumento do abuso dos limites da pista foi o fato de que, atualmente, praticamente não há mais caixas de brita, onde o piloto fica preso e é obrigado a abandonar a prova. As áreas de escape de asfalto abrasivo oferecem pouco risco a quem faz uso delas.

Soluções

O chefe da Red Bull, Christian Horner, disse que ver os carros passarem por áreas sujas e além das zebras não é o cenário ideal para um pneu de Fórmula 1.

“Não é um trabalho fácil para a Pirelli”, afirmou. “As zebras são diferentes em cada circuito que vamos. Agora, os pilotos estão abusando mais nos circuitos onde havia caixas de brita, pois eles sentem que podem. Qualquer vantagem que um piloto puder achar, ele vai usar.”

Uma solução que tem sido considerada é a pintura de linhas paralelas elevadas nas áreas de escape. Elas seriam altas o bastante para serem desconfortáveis aos pilotos e potencialmente mais lentas do que o asfalto da pista.

Em Spa, por exemplo, algumas dessas linhas foram utilizadas na curva em que Pastor Maldonado abandonou a prova. Ele acabou danificando o carro ao cruzar a área. Ou seja, a área de escape já não parece mais tão amigável quanto antes, o que pode diminuir o seu uso pelos pilotos.

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