FIA divulga mudanças para 2013. Flexibilidade na asa será testada com rigor

Destaque também para o novo uso do DRS. Conforme previsto, ativação da asa móvel será limitada também nos treinos

Bico da Red Bull causou polêmica em 2012

Ao contrário do que ocorrerá na temporada de 2014, poucas serão as mudanças no regulamento de 2013, em relação ao do ano passado na F1. Hoje, a FIA divulgou no site oficial da categoria, todas as novidades para a próxima temporada. São 10 novas medidas, das quais três podem afetar em algo o desempenho dos carros na pista. Uma delas é a promessa de testes mais rigorosos em relação à flexibilidade das asas dianteiras. Em 2012, o bico bem maleável da Red Bull causou polêmica no segundo semestre, mas estava dentro do regulamento até então.

Outras mudanças significativas estão no uso do DRS. A partir do ano que vem, os pilotos apenas poderão acionar a asa móvel em zonas previamente designadas também nos treinos. Antes, eles podiam acionar a qualquer hora durante os treinos, e só tinham limitações nas corridas. Além disso, a ativação dupla da asa, desenvolvida pela Mercedes, está proibida.

Veja as mudanças confirmadas pela FIA:

Uso do DRS
Por razões de segurança, em 2013 os pilotos apenas poderão utilizar o sistema de redução de arrasto (DRS, em inglês) das zonas designadas durante os treinos e qualificação. Anteriormente, os pilotos estavam livres para implantar o sistema como quisessem nestas sessões.

Duplo DRS considerado ilegal
Em 2012, a Mercedes desenvolveu um conceito inteligente em que a abertura da asa móvel, quando ativada, percorria todo o carro e chegava até a asa dianteira, reduzindo a pressão aerodinâmica. Para 2013, soluções como esta foram proibidas.

Bicos escalonados
As equipes terão a opção de arrumar a estética de seus carros em 2013, com a introdução de novas regras destinadas a melhorar a aparência dos bicos com degrau, que foram vistos em 2012. Um pequeno pedaço de laminado - apelidado de “painel da  vaidade" – poderá ser usado para suavizar o corte no bico.

Testes de colisão
Para tornar os carros de F1 cada vez mais seguros, foram introduzidos em 2013 novos testes, mais duros, nas estruturas do carro e na célula de sobrevivência. Além disso, cada chassi produzido pela equipe estará agora sujeito a um teste de carga na célula de sobrevivência. Antes, apenas um chassi precisava passar pelo teste. 

Toque de recolher
O toque de recolher de cada equipe - que impede que os membros da equipe fiquem no paddock em horários específicos - foi estendido de 18h para 20h na quinta-feira em 2013. O número de exceções permitidas durante a temporada também foi reduzido de quatro para dois.

Testes na Asa Dianteira
Em 2013 os testes para verificar a flexibilidade da asa dianteira serão mais rigorosos, com o intuito de reduzir a possibilidade da utilização de um bico flexível, o que geraria melhor desempenho aerodinâmico.

Peso mínimo
O peso mínimo de carro mais piloto aumentou de 640 kg para 642 kg, para que seja compensado o aumento do peso dos pneus Pirelli que serão utilizados em 2013.  A distribuição de peso obrigatório também foi ajustada de acordo.

Força maior
A justificativa "força maior", que era usada quando um carro estacionava na pista durante a qualificação, foi excluída dos regulamentos. Para 2013, qualquer veículo que parar na pista deve ter combustível suficiente para a amostra mínima obrigatória de um litro, mais uma porção adicional proporcional à quantidade de combustível é utilizado para voltar aos pits (determinada pela FIA).

Classificação
Não é uma mudança no regulamento atual, mas como a lista do grid oficial 2013 compreende 22 carros - dois a menos do que em 2012 - seis carros agora serão eliminados no final do Q1 e do Q2. Antes, eram sete em cada período.

Taxa de inscrição do campeonato
As taxas de inscrição do campeonato foram revistas. Para entrar no campeonato de 2013, a Red Bull, como campeã de construtores, foi obrigada a pagar US$ 500 mil, além de US$ 6 mil para cada ponto ganho em 2012 no mundial de construtores. As outras equipes foram obrigadas a pagar uma taxa básica de US$ 500 mil, mais US$ 5 mil por ponto marcado. 

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