"Ficamos parados em perfomance", reconhece diretor da Marussia Virgin

Falando ao TotalRace, Graeme Lowdon aponta fraquezas do time e discute uso do túnel de vento para melhorar o carro

Virgin assiste treino de classificação em Mônaco
A pobre performance do VR-02 foi o ponto crucial na decisão para a saída de Nick Wirth da equipe Marussia Virgin. É o que deixou claro o diretor-executivo do time, Graeme Lowdon, numa conversa exclusiva com o TotalRace.
 
“Em termos de performance na pista, nós ficamos parados, realmente. Esperávamos um avanço substancial, mas não ficamos mais velozes”, reconhecou o inglês que, mesmo assim, prefere ver o copo meio cheio. “Em outras áreas, fizemos grandes avanços: confiabilidade, estratégia, trabalho nos pit-stops, enfim, fatores que têm influência numa corrida. Estamos numa posição melhor do que estávamos há um ano quanto a isso e é um tipo de progresso que nos anima”, garantiu.
 
A expectativa agora é se a equipe vai reverter a filosofia de Wirth em priorizar a tecnologia de CFD (sigla em inglês para “fluídos dinâmicos computacionais”) em detrimento do tradicional túnel de vento. Lowdon sugere que não haverá nenhuma mudança radical. “A ideia de que nunca usamos o túnel de vento é um mito, nós simplesmente não usamos tanto quanto as outras equipes. Precisamos simplesmente ver que tecnologia pode nos trazer mais velocidade sem ultrapassar nossa limitação financeira. Mas nós já usamos túnel de vento e vamos utilizar novamente. Só não faremos um projeto que exija 50 milhões de libras em túnel de vento pois isso não condiz com nossa realidade econômica”, disse o diretor-executivo.

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