Fry culpa túnel de vento por falta de desenvolvimento na Ferrari

Engenheiro-chefe da Scuderia deu nota nove para a equipe em termos de confiabilidade, estratégia e pit stops no ano

O engenheiro-chefe da Ferrari, Pat Fry, deu nota nove para a equipe em termos de confiabilidade, estratégias e pit stops nesta temporada. Porém, admitiu que falhas no desenvolvimento do carro e a dificuldade em melhorar a velocidade de reta fizeram com que o time e seu piloto, Fernando Alonso, não tivessem fôlego para vencer os campeonatos.

“Em termos de confiabilidade, pit stops e estratégia, nos daria um nove de dez. Em termos de atuação do carro, no entanto, nos faltou ritmo no final do ano. Não estarei feliz até que tenhamos o carro mais rápido, nos classifiquemos em primeiro e segundo e terminemos em primeiro e segundo.”

Para Fry, “a falta de velocidade máxima era um dos problemas visíveis”, mas a equipe conseguiu, na maior parte da temporada, compensar esse ponto fraco com boas atuações no geral, competindo de igual para igual com os rivais.

“Para vencer um campeonato, não é necessária só uma coisa. Precisa de um carro rápido, um piloto rápido e constante, um carro que não quebre, pit stops rápidos e a melhor estratégia. Em duas das vinte corridas não tivemos o carro mais rápido, mas nas demais estivemos no mesmo ritmo dos outros.”

O engenheiro culpou o túnel de vento pela falta de desenvolvimento no carro na segunda metade do ano. “Se olhar a atuação no desenvolvimento ao longo do ano, ele foi forte de fevereiro a julho. Depois disso, lutamos para encontrar o rendimento no túnel de vento com os dados que tínhamos da pista. Tivemos um problema de correlação.”

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