Hamilton comemora ritmo, mas não sabe onde perdeu terreno

Inglês conquistou o melhor resultado da Mercedes desde setembro de 2012; Rosberg abandona com problema elétrico

O quinto lugar de Lewis Hamilton na prova de abertura da temporada 2013 representou o melhor resultado da Mercedes desde setembro do ano passado, no GP de Cingapura. Ainda que preferisse ter terminado o GP da Austrália em uma posição melhor que o terceiro lugar do grid de largada, o inglês reconheceu o crescimento da equipe.

“Estou satisfeito. É claro que queria dar um passo adiante [em relação à classificação] e não para trás, mas foi um bom esforço da equipe”, afirmou Hamilton, ouvido pelo TotalRace em Melbourne. “Todos devemos ficar muito felizes com a posição em que chegamos. É melhor do que esperávamos, então é um bônus para nós. Meu primeiro stint foi muito bom. No início, não conseguia manter o ritmo do resto do pelotão, mas depois me mantive na pista por mais tempo.”

No entanto, o ritmo de Hamilton começou a se deteriorar em relação a Raikkonen, que estava até então na mesma estratégia, a partir da metade da corrida. A briga para segurar a posição com Fernando Alonso, que vinha numa tática de três paradas e com ritmo muito melhor, acabou minando as chances do piloto da Mercedes lutar por posições melhores.

“Não sei quando perdemos terreno. Achatei meu pneu quando brigava com Fernando, que estava incrivelmente rápido, e tive de converter a estratégia para três paradas, o que acho que fez diferença. Acho que podemos ir melhor na próxima corrida se acertarmos na estratégia e no acerto para os pneus.”

O inglês lamentou o abandono de seu companheiro Nico Rosberg, por um problema de câmbio, e espera que seja um episódio isolado. A Mercedes teve problemas de confiabilidade no início dos testes, mas pareceu superá-los ao longo do inverno europeu.

“Confiamos muito no carro. É uma pena que Nico tenha parado, porque ambos estávamos bem e poderíamos ter conquistado muitos pontos para a equipe. Tinha consciência de que tinha de cuidar do meu carro e rezar para que pudéssemos fazer toda a corrida. Por outro lado, cobrimos muitos quilômetros nos testes. Deve ter sido má sorte.”

Mesmo frustrado com o abandono quando ocupava a terceira posição na corrida e estava na mesma estratégia do vencedor Raikkonen, Rosberg ressaltou o salto de produção da equipe, quinta colocada no mundial do ano passado.

“Um problema elétrico acabou com minha corrida, o que foi uma pena porque estava numa estratégia de duas paradas e em uma boa posição para marcar um bom resultado. Há muitos pontos positivos, no entanto. O time desenvolveu um carro sólido, tive uma boa classificação e andei bem no molhado. Parece que estamos nos aproximando dos líderes.”

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