Mark Webber critica excesso de pilotos pagantes no grid

Australiano relembra época em que começou na categoria e usa exemplo de Frijns para comprovar que há exagero

Webber comemora quinto lugar com Minardi, em 2002

Mark Webber criticou o excesso de pilotos que estão no grid da Fórmula 1 pela ajuda financeira que trazem às equipes e fez um paralelo com a situação na época de sua estreia, em 2002, pela Minardi.

Webber, que chegara a correr com protótipos nos anos 1990 pois não tinha dinheiro para seguir nos monopostos e acabou fazendo sua estreia na Fórmula 1 relativamente tarde, com 25 anos, lembra que competiu diretamente com nomes que chegaram a ter sucesso na categoria no fundo do pelotão.

“Quando eu estava no fundo do grid com a Minardi, você tinha Irvine, Salo – todos esses caras foram ao pódio. O grid estava cheio de caras que tinham ganhado na F3000, vencido muitas corridas impressionantes”, relembrou.

“[Agora] há muitos caras talentosos, mas outros, infelizmente, apenas estão cumprindo tabela. Este é o estado triste”, lamentou o australiano, que citou o exemplo do holandês Robin Frijns, atual campeão da World Series e que, por falta de patrocínio, perdeu sua vaga na GP2 recentemente. “Frijns, por exemplo, é um jovem talento fenomenal, mas não tem dinheiro.”

O australiano também foi questionado sobre Sergey Sirotkin, que deve estrear pela Sauber ano que vem, aos 18 anos e com pouca experiência em monopostos. A presença é condicionada ao patrocínio dos russos à equipe.

“Talvez seja uma preocupação de segurança. Vamos ver. Você pode guiar o carro, mas, com certeza, não acho que seja o ponto ideal para entrar”, opinou. “Ele é um Kimi [Räikkönen] ou um Sebastian[Vettel]? Nós vamos descobrir.”

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