Massa se diz forte mentalmente mesmo em fase ruim: "Só converso com Deus"

Brasileiro revela que ajuda psicológica é positiva para ter a certeza de que maré de azar é passageira

Um erro estratégico e Felipe Massa larga no fim do pelotão. Na largada, a primeira marcha não entra e o brasileiro vai parar em último. Em poucas curvas, vê outro carro cruzando a pista depois de uma batida e não consegue evitar o choque. Essa foi a história do GP da Grã-Bretanha para o piloto da Williams, mas não foi a única sequência de azares ou erros que saem de seu controle pelos quais o brasileiro teve de passar nas nove primeiras etapas da temporada.

[publicidade]Perguntado pelo TotalRace sobre como reage à onda de tropeços, mesmo tendo um carro que mostrou ser capaz de lutar pelo pódio nas últimas etapas, Massa se mostrou tranquilo.

“Eu penso no dia seguinte. Sou católico e só converso e peço ajuda a Deus. Você não pode pensar que terá azar em todas as corridas, e sim que as coisas vão mudar. E vão. Tenho de fazer o meu melhor e pensar que as coisas voltem ao normal. Quando isso acontecer, a chance de eu ter muitos mais pontos pela frente é muito grande.”

Para o brasileiro, essa tranquilidade vem de uma mentalidade fortelecida pelo apoio profissional da psicologia.

“O lado psicológico ajuda em qualquer tipo de coisa. Muita gente acha que quem vai procurar ajuda psicológica é porque está com algum problema, mas é para evoluir. Tenho procurado ajuda há algum tempo e me sinto muito bem comigo, forte mentalmente. Se eu não tive grandes resultados neste ano não foi por questões psicológicas e, sim, por outros problemas.”

Falando sobre as chances da Williams neste final de semana, na Alemanha, o brasileiro se mostrou animado. “Estou confiante de que iremos bem aqui. Se olharmos as últimas três pistas, o carro esteve forte em todas elas, mesmo elas tendo características completamente diferentes.”

Isso, mesmo com a determinação da FIA para que as equipes deixem de usar o FRIC, sistema que integra as suspensões dianteira e traseira e ajuda a estabilizar o carro.

“Isso pode mudar o cenário, podendo prejudicar mais algumas equipes do que outras. É claro que o sistema dava uma vantagem mas, no nosso caso, ela era pequena. É difícil saber o tamanho do prejuízo para outras equipes, mas isso não nos afeta muito”, acredita.
 

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