McLaren e Williams sofrem na primeira corrida do ano

Enquanto time de Woking confia em desenvolvimento, equipe de Grove admite voltar carro à configuração de lançamento

Uma chegou à primeira vitória em oito anos, enquanto a outra venceu as duas últimas provas da temporada 2012, mas Williams e McLaren não começaram 2013 como se esperava. A primeira viu Pastor Maldonado ser limado da classificação na Austrália logo na primeira parte do treino e a segunda admite que o carro tem problemas.

No entanto, as duas equipes inglesas indicam soluções diferentes para suas deficiências. A McLaren acredita que sua decisão de inovar no modelo deste ano vai lhe dar vantagem ao longo do ano e não pensa em andar com o carro do ano passado, provavelmente mais rápido nesse momento do campeonato que o atual.

“Acho que no momento o melhor para nós é trabalhar para entender este carro”, afirmou o chefe da equipe, Martin Whitmarsh. “A temporada é muito longa, se você quer vencer corridas durante o ano precisa desenvolver o carro. Queríamos nos dar escopo para fazer isso, e provavelmente se tivéssemos mantido os conceitos originais do carro do ano passado, estaríamos mais fortes hoje. Mas tomamos uma decisão e esperamos ter um carro com mais potencial.”

Jenson Button lembrou do exemplo de Fernando Alonso, que lutou pelo título ano passado mesmo começando a temporada com um carro lento. “Ele se classificou a 1s5 da pole aqui e brigou pelo campeonato, o que mostra que os times de ponta conseguem tirar a diferença.”

Já a Williams reconhece que pode retornar a configuração do escapamento do carro àquela usada no lançamento do FW35. A equipe optou por não participar, com o bólido novo, dos primeiros testes, em Jerez, a fim de ganhar tempo de desenvolvimento. No entanto, o desempenho ruim na Austrália mostrou erros conceituais no primeiro pacote aerodinâmico usado pelo time.

“Há alguns aspectos do escapamento que são difíceis de analisar e de colocar em modelos”, admitiu o diretor técnico, Mike Coughlan, à Autosport. “Vamos começar de novo da configuração de lançamento do carro e olhar as direções que tomamos.”

O caso é semelhante ao que aconteceu com a Ferrari no início do ano passado. A equipe só usou os escapamentos originalmente previstos no projeto a partir do GP do Canadá, sétima etapa do ano, por dificuldades em interpretar os resultados.

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