Mercedes não se arrepende de estratégia em Cingapura

Para Toto Wolff, outras equipes apostaram porque tinham menos a perder - e tática só funcionou com Alonso e Kimi

A Mercedes se mostrou o segundo carro mais rápido por todo o final de semana em Cingapura, mas ficou apenas com o quarto e quinto lugares na corrida. Quem se meteu entre os prateados e o inalcançável Sebastian Vettel no domingo foram Fernando Alonso e Kimi Raikkonen, adotando uma estratégia diferente ao fazer um stint longo, de 35 voltas, no final da corrida, aproveitando-se do Safety Car.

As Mercedes e as Red Bull foram as únicas que não aproveitaram a interrupção da prova para fazerem suas paradas e tiveram de trocar pneus voltas depois, perdendo posições. No final, Nico Rosberg e Lewis Hamilton recuperaram terreno, superando pilotos que sofriam para fazer seus pneus usados funcionarem, mas Alonso e Raikkonen já estavam fora de alcance.

Logo depois da prova, tanto Rosberg, quanto Hamilton afirmaram que a estratégia adotada pela Mercedes havia sido equivocada, mas o chefe da equipe, Toto Wolff, discorda de seus pilotos.

“Após a prova é sempre fácil dizer que deveríamos ter feito isso. Naquele ponto, quando vimos que Fernando tinha parado, deveríamos ter parado Lewis [que estava logo atrás do espanhol] também, mas isso também significaria que não bateríamos Fernando na estratégia [porque ele sairia na frente] e naquele ponto ainda havia 35 voltas adiante e não sentimos que poderíamos fazer aquilo.”

Na verdade, a Mercedes não acreditou que nenhuma equipe conseguiria levar seus pilotos até o fim. “Parecia uma aposta dos outros. Kimi estava muito atrás, então precisava fazer isso, e Domenicali disse que iriam arriscar e, desta vez, funcionou. Era uma linha tênue para fazer a escolha certa, porque se a corrida tivesse mais três voltas, tudo seria diferente”, argumentou.

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Sobre este artigo
Categorias Fórmula 1
Evento GP de Cingapura
Pilotos Lewis Hamilton , Nico Rosberg
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