Militante pela segurança na F-1, Stewart vê fatalidade

Tricampeão defende que categoria hoje é exemplo, mas reconhece revisão a respeito de tratores na pista

Um dos grandes articuladores para a melhoria da segurança na Fórmula 1 no período mais crítico da categoria, nos anos 1970, o tricampeão Jackie Stewart defendeu os atuais padrões e classificou o acidente com Jules Bianchi no GP do Japão de fatalidade.

O escocês frisou que a categoria não tem nenhum acidente fatal durante as corridas desde a morte de Ayrton Senna, em 1994, e afirmou que a F-1 é o esporte com melhor “administração de risco” do mundo.

[publicidade] “Temos de reconhecer que a Fórmula 1 é o melhor exemplo de administração de risco no esporte mundial, ou em qualquer negócio no mundo. Faz 20 anos, 5 meses e 4 dias desde que alguém perdeu a vida. Não há nenhum outro esporte, seja equestre, rúgbi, escalada ou motociclismo que tem um pacote de medidas melhor do que a Fórmula 1”, defendeu.

“Contudo, no verso de qualquer ingresso há o aviso de que o automobilismo é perigoso e haverá um incidente em que existe uma conjunção extraordinária de circunstâncias. E esse foi um infeliz exemplo disso.”

Para Stweart, as circunstâncias do acidente de Bianchi eram difíceis de prever. O francês chocou-se com um trator que fazia a remoção do carro de Adrian Sutil. Contudo, o tricampeão reconhece que é possível rever o acesso de tais carros de remoção à pista no futuro.

“Houve um acidente e depois um Segundo exatamente no mesmo lugar. Os fiscais estavam fazendo o certo ao remover [o carro de Sutil]. Não há muito o que você possa fazer em relação a isso. Talvez isso dê aos reguladores do esporte a chance de reavaliar se os tratores deveriam ser permitidos na pista durante as corridas. A Fórmula 1 sempre foi boa em aprender lições.”

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