Montezemolo defende que os times controlem a F-1

Presidente da Ferrari afirma que a categoria foi “longe demais” com as novas regras e coloca Bernie Ecclestone de fora das negociações

Montezemolo é contra o excesso de botões no volante

O presidente da Ferrari, Luca Di Montezemolo, confirmou em entrevista à CNN o que já se suspeitava há algumas semanas: os times estão tentando tomar o controle dos direitos comerciais da Fórmula 1.

No mês passado, a empresa do ramo de mídia News Corporation, de Rupert Murdoch, juntamente à firma de investimento italiana EXOR, anunciaram que estavam “formulando um plano de longo prazo para o desenvolvimento da F-1 sob os interesses dos participantes e dos fãs.” Isso gerou uma onda de especulação sobre o futuro de Bernie Ecclestone na categoria, uma vez que o inglês controla o lado comercial em nome da CVC Capital Partners, principal acionista da FOM, desde 2006.

“Acho que temos de ser muito pragmáticos. No final de 2012, os contratos de todos os times com a CVC vão expirar. Então, teremos três alternativas: renovamos com a CVC ou teoricamente – com os times de basquete fizeram na NBA com grande sucesso – criamos nossa própria companhia para promover as corridas e lidar com os direitos de TV. Uma terceira opção seria encontrar um novo parceiro.”

Montezemolo afirmou que Bernie Ecclestone já não é mais o dono da FOM, já que “vendeu o negócio três vezes”.

“Ele fez um grande trabalho, mas agora o negócio está nas mãos da CVC. A decisão cabe aos times.”

O presidente da Ferrari aproveitou para criticar as novidades desta temporada no sentido de aumentar o número de ultrapassagens.

“Fomos longe demais com os elementos artificiais. É como se jogadores de futebol tivessem de usar calçados para tênis na chuva. Eu quero ver competição, carros na pista. Não quero ver competição nos pits.”

O italiano disse que a Ferrari vai usar a sua autoridade para evitar que as regras passem dos limites.

“Acho que há muitas máquinas, botões. O piloto está focando nos botões, você tem de esperar autorização para ultrapassar. Fomos longe demais.”

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