Motores elétricos na F-1? "Talvez em 50 anos", diz Briatore

Nova regulamentação de motores, que entrará em vigor a partir de 2014, continua dando o que falar

Briatore e Ecclestone

A confusão acerca dos motores que a F-1 usará a partir de 2014 continua. Depois de ser confirmado pela FIA o uso de energia elétrica durante os pit stops, Bernie Ecclestone e Flavio Briatore se apressaram em criticar a ideia.

As novas regras divulgadas pela entidade máxima do automobilismo dão conta de que, para diminuir a depedência de combustível e tornar a categoria mais “verde”, os motores só funcionarão por meio de eletricidade quando estiverem no pitlane a partir de 2014.

Mas Ecclestone afirmou que “de jeito nenhum isso vai acontecer.” Preocupado com o barulho e sem ver benefício algum para os espectadores, o dirigente foi o primeiro a bradar contra a decisão.

Flavio Briatore também se mostra preocupado com a ideia. “Algo sem barulho não é muito emocionante para as pessoas. Não há lugar para motores elétricos na F-1. Talvez em 50 anos.”

Para o ex-chefe da Renault, o ronco dos motores é um dos principais atrativos da categoria.

“Pessoas que ficam seis, sete horas na arquibancadas são fantásticas. Os motores são parte da emoção, parte da energia. Se você tirar a emoção e a energia, não sobra muita coisa.”

A nova regulamentação já sofreu várias mudanças desde que foi proposta, no final de 2010. Primeiramente, a F-1 usaria motores de quatro válvulas, que se tornaram V6 após montadoras como Mercedes e Ferrari ganharem o braço de ferro com a Renault. 

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