Mudanças nos motores da F-1 são adiadas para 2014

Após oposição da Ferrari e preocupação com os custos de Mercedes e Cosworth, Renault sai perdendo e F-1 "verde" vai ter de esperar

Renault havia ameaçado deixar a F-1 caso mudanças não saíssem do papel

A Fórmula 1 decidiu voltar atrás nas mudanças prometidas para 2013 nos motores. A proposta de trocar os V8 atuais para quatro cilíndros turbo foi postergada para 2014, após decisão da comissão da categoria nesta quarta-feira.

O adiamento veio após intensos debates entre os quatro fabricantes que atualmente equipam as 12 equipes do grid. A ideia da FIA era promover uma categoria mais “verde”, mas a proposta não foi bem aceita, especialmente pela Ferrari, que não possui interesse em desenvolver tais tecnologias em seus carros de rua.

Entende-se que Mercedes e Cosworth tenham apresentado reservas em relação ao eventual custo da mudança, ao passo que a Renault, única das empresas cujo mercado é voltado a carros mais populares e produção maior, foi a única a apoiar incondicionalmente os novos motores.

Recentemente, o diretor da Renault Sport,  Jean-Francois Caubet, ameaçou abandonar a F-1 caso as mudanças não saíssem do papel.

“Não mudamos nosso pensamento. Dissemos a Jean Todt e Bernie [Ecclestone] que estamos desenvolvendo nosso novo motor porque, quando decidimos continuar na F-1, três condições ficaram muito claras: a primeira era mudar a tecnologia do motor para torná-lo mais relevante, a fim de obter uma ligação entre a F-1 e o produto. A segunda era reduzir custos, e a terceira, obter boa performance. Reduzimos os custos, estamos indo bem com a Red Bull e com a Renault, mas o problema da relevância para nossos carros de rua continua sendo um ponto chave para nós.” 

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