"Não dá para esperar um milagre", afirma Senna, como titular

Brasileiro coloca os pés no chão em relação a estreia e afirma não ter enfrentado nenhum problema com Heidfeld, que luta para voltar

Bruno Senna de volta à lista de titulares da F-1

Em seu primeiro compromisso como piloto oficial da equipe Renault, Bruno Senna já deu um aviso para os empolgados de plantão: "Não dá para esperar um milagre".

Ouvido pelo TotalRace, o sobrinho de Ayrton Senna comentou sua confirmação na equipe gaulesa, afirmando que existe uma pendência na justiça com Nick Heidfeld, que prometeu lutar para retomar a vaga, mas que não há nenhum mal-estar entre ele e o piloto alemão.
 
"Estou confirmado para os dois próximos finais de semana, aqui e em Monza, e o resto da temporada ainda depende de questões legais envolvendo o Heidfeld. A intenção da equipe é me ter no carro até o fim do ano. Espero poder resolver essas coisas logo para ter uma confirmação mais tranquila", afirmou.
 
"Infelizmente, vai depender de decisão de juiz e da Corte. Pode ser que apareça uma surpresa, mas espero que a vontade da equipe prevaleça e possa andar no fim do ano. Não dá para saber, pois eu não me meto e não depende de mim. Tenho uma boa relação com Nick, ele sabe que é esporte e com ele está tudo bem", destaca.
 
Segundo Bruno, não foi preciso levar patrocínio para competir, apesar da existência de negócios da Genii Capital, a acionista majoritária da equipe, no Brasil, o que pode ter acelerado o processo: "O fato de andar no carro não tem a ver com o patrocínio. A equipe negocia coisas no Brasil, mas não é nada comigo. Eles estão me dando um voto de confiança sem acordo. Claro que existe potencial para um grande patrocínio, e estar no carro vai facilitar os recursos. Será bom para ambos."
 
Mas, para o brasileiro, o que contou, mesmo, foi a participação na primeira sessão de treinos para o GP da Hungria, há três semanas. "O treino que fiz em Budapeste mudou bastante as perspectivas. Todos ficaram muito satisfeitos. Boas informações, consistência, isso aumentou a confiança deles para colocar quem não estava andando. Os engenheiros ficaram confortáveis, criou-se um movimento mais sólido. Fiquei sabendo ontem que estaria no carro. Sabia que tinha coisas rolando, mas só soube que correria de verdade ontem."
 
Com os pés bem fincados no chão, Bruno celebra a oportunidade justamente na pista belga, mas sabe que precisará reaprender e lidar com ritmo de corrida e os pneus. Por isso, trata de baixar as expectativas dos torcedores, pelo menos por enquanto: "Essa volta em Spa não poderia ser mais bem-vinda, com chuva ou sol. É minha pista favorita, onde ando muito bem e sempre tive sucesso desde a primeira vez."
 
"Será difícil entrar no ritmo e encontrar o limite dos pneus em termos de melhor volta ou ritmo de corrida. Vamos começar da estaca zero. Não andei com esses pneus, o fim de semana será de aprendizado, assim como os próximos e será tudo passo a passo. Não dá para esperar um milagre. Será o primeiro fim de semana correndo e terei de lembrar de muita coisa do ano passado."
 
"Seria ótimo pontuar, pois existem carros que estão mais à frente. Tem que ver os updates, como isso trará performance. Esperamos que bastante, mas a intenção é aprender, sem pressão por pontos. Não sei que ritmo vou estar. É uma pista boa para começar, sem dificuldades de andar rápido. Entre andar rápido e somar pontos é um grande espaço, é preciso aprender muita coisa para ser confiante."
 
"Tirar o máximo dos pneus será decisivo. A corrida será muito complicada, pois existem as condições do tempo, que mudam aqui. A pista não estará super emborrachada, não vai ser fácil. A corrida será mais complicada que os treinos, vou ter de reaprender."
 
(Colaboraram Felipe Motta e Luis Fernando Ramos, de Spa)

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