Não dá para ser campeão sem um motor de fábrica, defende Ron Dennis

CEO da McLaren dá a entender que clientes da Mercedes ficam longe de otimizar a unidade de potência alemã

Depois de 20 anos de parceria, a McLaren deixará de usar os motores da Mercedes a partir da próxima temporada, quando a Honda voltará à Fórmula 1 tendo o time inglês como seu único cliente. E é esse status de ‘equipe de fábrica’ que o CEO da McLaren, Ron Dennis, defende ser fundamental para quem deseja vencer na categoria após a mudança de regulamento que deu muito mais ênfase aos motores.

[publicidade] Prova disso, segundo o inglês, é a vantagem da equipe Mercedes em cima de seus próprios clientes nesta temporada – McLaren, Williams e Force India.

“O que chama a atenção, se comparar as classificações neste ano, é a diferença de tempo entre a equipe de fábrica da Mercedes e as outras. A maioria é de mais de um segundo, isso sem falar no ritmo que eles conseguem gerar na corrida quando são pressionados”, observa Dennis.

“Na minha opinião – que é a mesma de muitas pessoas em nossa organização – não há chance de vencer um campeonato se você não está recebendo os melhores motores de quem quer que seja que os faça. E um motor moderno não é uma questão de potência, mas da captação de energia, do armazenamento de energia.”

Dennis acredita que, sendo uma equipe de fábrica, a Mercedes consegue integrar melhor seus sistemas com o do motor e, assim, otimiza seu equipamento.

“Efetivamente, se não tiver o controle desse processo, o que significa o acesso à fonte, você não consegue estabilizar o carro nas entradas de curva, etc – e perde muito tempo. Mesmo que tiver a mesma marca de motor isso não significa que tem a possibilidade de otimizar o motor.”

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