"Não há garantia nenhuma", diz Bruno, sobre treino com Renault

Brasileiro, no entanto, afirma trabalhar em busca de patrocínios para viabilizar presença em mais testes e até na temporada 2012

Bruno Senna: oportunidade única, por enquanto, em Hungaroring

Prestes a retornar a um carro de F-1 em uma sessão inicial desde o fim da temporada passada, Bruno Senna afirmou que a chance de participar do treino livre do GP da Hungria pela Renault não é nenhuma garantia de que ele possa correr como titular no time nos próximos GPs ou em 2012.

O brasileiro, que disputou a temporada passada com a Hispania, ocupa atualmente o cargo de piloto de testes ao lado do francês Romain Grosjean, seu principal concorrente por uma vaga. A oportunidade nesta sexta-feira, segundo o piloto, seria para "desenferrujar".
 
"Não tenho nenhuma garantia de nada. O teste é para a equipe tirar a ferrugem e me analisar. Imagino que, pelas conversas para 2012, eles têm interesse. Se todos os fatores forem os corretos, eles precisam me ver com um pouco de pressão para saber como eu respondo", conta.
 
No entanto, Bruno não está parado. Ele trabalha na Europa e no Brasil para tentar viabilizar sua presença no grid no próximo ano, por meio da obtenção de patrocínios: "Tivemos reuniões semanas atrás no Brasil. As empresas estão com as propostas e as ideias nas mãos, mas temos de esperar um pouco. Entre uma boa reunião e o cheque assinado, o caminho é grande. E, por enquanto, sem evolução."
 
Para Bruno, andar mais vezes nas sextas-feiras, inclusive no GP do Brasil, dependeria exclusivamente de patrocínio. "Gostaria de andar em todos, no Brasil ou não. É especial para mim, mas não para a equipe. Uma motivação melhor para me colocar para andar na sexta-feira no Brasil seria um patrocinador, a não ser que eles tenham a clara intenção de me colocar no carro. Por isso, espero que o tempo ajude, para andar bem e dar motivação ao time e aos engenheiros. Aí, cria-se um embalo e as coisas rolam melhor", resume.
 
"Estou fazendo o máximo para criar minha oportunidade. A competição é para todo mundo, não só entre mim e o Grosjean. Tem muitos outros pilotos querendo vir, vejo empresários conversando com o Eric. São várias pessoas, por isso pretendo fazer o melhor possível para render a melhor situação."
 
(Colaborou Luis Fernando Ramos, de Hungaroring)

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