Newey reconhece preocupação com os novos pneus Pirelli

Para projetista da Red Bull, essa é a mudança mais significativa para esta temporada; carro é uma "evolução"

Os ingleses costumam dizer que ‘se não está quebrado, não conserte’, sua versão para nossa expressão ‘em time que está ganhando não se mexe’. E foi esse o princípio adotado pelo projetista Adrian Newey para o projeto do RB9, carro que pode trazer o tetracampeonato consecutivo para a Red Bull.

“Foi um caso de refinar o RB8. Não há grandes mudanças. É na verdade um carro evolucionário, com todos os mesmos princípios do ano passado. A diferença está no detalhamento. Mexemos em algumas coisas que poderiam ser melhoradas. O desenvolvimento agora será fundamental no decorrer do ano.”

Porém, Newey não descarta trabalhar em uma área que promete dar o que falar neste ano: os DRS passivos. “É certamente uma área interessante. Não quero entregar em que vamos ou não trabalhar na temporada, mas certamente investigamos isso”, admitiu. “Também é bem complicado ter um sistema confiável, que suporte seguir outro carro sem ser ativado em momentos em que seria embaraçoso, e que dê um saldo positivo de performance por todo o final de semana.”

O engenheiro, no entanto, revela a preocupação com a adaptação aos novos pneus Pirelli, que perderam parte da rigidez nas laterais e prometem ser mais macios e menos duráveis.

“Não há grandes mudanças de regras. A mais significativa não está no regulamento, mas sim nos novos pneus Pirelli. Tivemos um teste rápido na primeira sessão de treinos livres no GP do Brasil, mas estava muito quente e a pista estava verde, então não compreendemos muita coisa na verdade”, revelou Newey.

“Precisamos continuar compreendendo os pneus. Toda vez que acreditamos tê-los compreendido ano passado, aparecia alguma nova surpresa e percebíamos que [o entendimento] não era completo. E eles mudaram o pneu para este ano. A experiência diz que você só começa a compreender os pneus nos testes.”

Apesar de não haver muitas alterações em relação ao RB8, Newey reconheceu que a equipe teve de correr para aprontar o carro deste ano a tempo de participar do primeiro teste coletivo, a partir de terça-feira, na Espanha.

“Obviamente tivemos um campeonato bastante apertado ano passado e foi difícil tentar desenvolver o carro do ano passado e pesquisar para o desta temporada. Isso gerou um cronograma apertado para produzir esse carro. Tê-lo aqui hoje, a dois dias do primeiro teste, é um esforço incrível.”

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