Nick Heidfeld mostra que largar atrás pode ser lucrativo

Ricardo Penteado, engenheiro da Renault, diz que a economia de pneus ajudou o alemão a chegar em 8º depois de sair em último

Heidfeld chegou colado nas Mercedes

Nick Heidfeld tornou-se, no GP da Espanha, mais um exemplo de pilotos com carros bons que largam lá atrás e chegam na zona de pontos. O alemão partiu da 24ª para a oitava colocação, muito em função dos seis jogos de pneus novos que tinha à disposição por não ter participado do treino de classificação.

Com exclusividade ao TotalRace, Ricardo Penteado, engenheiro chefe de motores da Renault, que também trabalha diretamente no carro de Heidfeld, afirmou que a diferença de rendimento entre os compostos é o que faz estratégias como a do piloto funcionarem.

“Foi mais ou menos o que o Schumacher fez no Q3, deixando de rodar para guardar um jogo de pneus para a corrida. Depois da prova de Xangai, quando o Webber saiu de 18º para chegar no pódio, todo mundo viu que, em alguns circuitos nos quais a diferença entre os compostos é maior, é melhor guardar um pneu e não ir para a classificação;”

De acordo com o profissional, esse não deve ser o caso de Mônaco, já que os compostos usados no Principado – supermacio e macio – devem ser mais próximos em termos de rendimento. No entanto, isso é algo que só será definido nos treinos livres.

“É difícil prever. Temos uma base de dados coletados nas corridas realizadas até agora que permite estimar mais ou menos como vai ser a prova. O rendimento entre os compostos muda muito. Foi até por isso que optamos por parar quatro vezes com Nick. Mesmo somando dados na sexta-feira, sempre há algumas surprezinhas no domingo e acabamos nos baseando nos tempos dos outros para fazer nossa estratégia. Não é fácil”, finaliza.

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