"Nos trataram como idiotas", diz ex-médico da F-1 sobre caso Alonso

Gary Hartstein não vê motivos para "um piloto que não está lesionado" permanecer três noites no hospital

Conhecido pelo tom crítico, o ex-chefe dos médicos da Fórmula 1, Gary Hartstein, mostrou-se cético em relação às explicações oficiais dadas sobre a acidente sofrido por Fernando Alonso nos testes de pré-temporada de Barcelona, no domingo.

[publicidade] O espanhol passou sua terceira noite no hospital, mesmo que seus exames não tenham apontado qualquer anomalia desde a concussão sofrida durante o acidente. “Uma história tão banal que nem merecia ser mencionada (um piloto bate, sofre concussão, vai para o hospital) fica cada vez mais curiosa”, publicou o médico em seu twitter.

Segundo Hartstein, a demora da liberação de Alonso não condiz com sua condição. “Por definição, uma sedação de sucesso na segunda-feira não deveria requerer qualquer tipo de recuperação por si só na terça-feira”, argumentou. “Não dá para especular, mas sem sombra de dúvidas na melhor das hipóteses nos contaram apenas um pouco da verdade; na pior, nos trataram como idiotas.”

O médico, que foi substituído de seu papel na Fórmula 1 ao final de 2012 após se indispor com o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, acredita que “há algo por trás desta história. Não sei o que há com essa história de um não-acidente e um piloto que não está lesionado mas fica dois dias no hospital.”

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