O que aprendemos do GP da Áustria?

Motosport.com analisa vitória de Rosberg no Red Bull Ring e primeiro pódio do ano para Felipe Massa

O resultado do GP da Áustria foi previsível? Nem um pouco. Quem poderia imaginar Rosberg superando Hamilton de maneira tão ampla? É possível que tenha sido o GP mais convincente do alemão desde o início do ano passado, quando finalmente teve um carro (para não dizer “o carro”) capaz de lutar por vitórias.

Nico jamais foi ameaçado por Hamilton, forçou um erro do companheiro e esbanjou confiança após o GP: “acho que encontrei o que tinha para encontrar no final do ano passado.”

O fato é que o campeonato está muito vivo. Mesmo com a nossa atual teimosia de ver tudo pelo lado ruim quando o assunto é F1, Rosberg está só dez pontos atrás de Lewis no mundial. O piloto chegou à terceira vitória do ano na Áustria, assim como no ano passado. Três vitórias nas últimas quatro provas. Quem adivinharia isso após o GP do Bahrein? Acho que ninguém.

Pelo bem do campeonato, seria bom se o Rosberg do GP da Áustria desse mais as caras. E até mesmo Gerhard Berger, durante a entrevista do pódio, cutucou o piloto: “Por que você não é assim mais vezes?”, questionou.

Hamilton desde o início do final de semana não se mostrou confortável. Seus seguidos erros durante os treinos livres delatavam. Ele fez a pole, é verdade... mas rodou naquela que seria sua volta mais rápida (assim como em 2014). Depois de um fim de semana tão soberano no Canadá, Lewis não conseguiu se encaixar em Spielberg. Entretanto, pensando que o próximo GP é em Silverstone, o segundo não é um mau resultado.

Pódio para Felipe Massa

Com uma boa classificação no sábado, Felipe Massa se colocou em posição de aproveitar possíveis problemas dos três primeiros. Vettel acabou tendo o azar nos pits e lá estava ele para capitalizar. Não há demérito nisso, pelo contrário.

Por que Bottas chegou à frente de Raikkonen no Canadá? Porque o finlandês rodou. Por que Bottas esteve em posição de resistir bravamente à pressão de Vettel no Bahrein pelo quarto lugar? Porque o alemão errou e teve de trocar o bico. Não há porque ficar apontando o dedo para desmerecer o pódio de Felipe. Fez uma boa corrida e merece o resultado.

Mas não dá para não considerar que a principal força do carro da Williams tenha ajudado Massa. Assim como no Bahrein, Vettel tinha um melhor ritmo que a Williams à sua frente, mas seu ataque parou na excelente velocidade em linha reta do FW37 – provavelmente um dos carros mais chatos de se passar no grid atualmente.

"Que fase"

Red Bull, McLaren e Raikkonen foram os grandes perdedores deste GP da Áustria. Pelo segundo ano seguido os donos da casa fizeram apenas figuração. Ricciardo conseguiu um magérrimo pontinho e Kvyat “dirigiu no inferno”. Prejudicados pelo motor Renault? Claro, mas o ritmo da Toro Rosso deixa claro que não é só isso. Há muito a fazer.

A McLaren tomou 25 posições de punição no grid com os dois carros, que não chegaram a dar dez voltas em Spielberg. Acho que não precisa falar mais nada.

Já Kimi Raikkonen, com mais um erro (desta vez causando uma batida feia com Alonso), caminha para aquela que pode ser sua última temporada na F1. É improvável que ele tenha seu contrato renovado pela Ferrari, e também é improvável que fique na F1 para 2016 se não for em um dos cockpits vermelhos.

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Sobre este artigo
Categorias Fórmula 1
Evento GP da Áustria
Pista Red Bull Ring
Pilotos Kimi Raikkonen , Fernando Alonso , Lewis Hamilton , Felipe Massa , Nico Rosberg
Equipes Mercedes , Ferrari , Williams
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