Para Frank Williams, desprezar pagantes é "estúpido e datado"

Dirigente afirma que equipes não precisam de interferência externa para cortar custos, mas sim gastar menos com os pilotos

A Williams já venceu uma corrida nesta temporada, saindo da pole, e esteve próxima de um pódio em Valência após outro top 3 na classificação, sempre com Pastor Maldonado. Um piloto pagante? Sim, Frank Williams não tem vergonha nenhuma de admitir. “Seria estúpido, seguiria princípios datados e diria que não quero um piloto porque ele é pagante? Definitivamente não”, cravou o dono da equipe que leva seu nome em entrevista ao site oficial da F-1.

“Quem me acusa disso está no negócio errado”, prossegue o dirigente de 70 anos. “Nos velhos tempos, o preço para se correr na F-1 era quase 15% do que é agora. Então se quiser participar, terá de ter dinheiro. Você tem de ter o orçamento que permite ser verdadeiramente competitivo, não apenas participar. E isso pode acontecer se o piloto trouxer dinheiro. Não há vergonha nisso.”

Perguntado o porquê de estar há tantos anos sem vencer – foram oito até a conquista de Maldonado e 15 desde o último título de Construtores – Williams destacou o domínio de Schumacher e das montadoras.

“Não sou muito bom em olhar para trás, mas diria que Michael [Schumacher] tem muito a ver com isso. Acho que faz mais de 10 anos que vencemos nosso último grande campeonato. Desde então, muito dinheiro entrou na F-1 – muitas montadoras – então nossos competidores mudaram completamente e provavelmente não fomos bons o bastante.”

Williams considera sua equipe a mais eficiente do paddock, ou seja, a que consegue fazer mais com menos dinheiro, e não pretende mudar esse cenário. Para ele, ter um orçamento quase infinito, como Red Bull e Ferrari, só faz “você chegar no fim do ano e perceber que perdeu dinheiro. Isso não é para mim”, brinca.

O dirigente se opõe ao controle de gastos vindo de fora da equipe, como da FIA, por exemplo. “Sou contra qualquer tipo de interferência. Não quero que alguém de fora interfira no negócio, alguém espiando e querendo checar isso ou aquilo. A Williams não está suplicando por mais restrições. Disse várias vezes que temos de controlar os gastos com pilotos.”

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