Para Lauda, Schumacher deve se aposentar ao final do ano

Austríaco não vê melhora no desempenho do alemão: "se tentou de tudo e ainda não consegue ser rápido, não tem jeito"

Lauda e Schumacher

Niki Lauda sabe bem como é difícil a hora da aposentadoria, afinal, passou por isso duas vezes na F-1, em 1979 e em 1985. Para o austríaco, a hora do segundo adeus de Michael Schumacher está chegando.

“No final das contas você se pergunta: 'posso fazer isso ou não?' e, francamente, não acho que vai funcionar para Michael agora”, afirmou ao Motorsport Magazin.

“Se você quer ser mais rápido, você tenta de tudo – e se tentou de tudo e ainda não consegue, não tem jeito. Um dia ele vai perceber que não consegue mais, e daí vai tomar sua decisão.”

Lauda, na época já bicampeão do mundo, ficou afastado da F-1 por duas temporadas e retornou em 1982, pela McLaren. Chegou a ser campeão pela terceira vez em 1984, mas teve um ano seguinte para esquecer – completou apenas três provas, tendo 11 abandonos, e ainda viu o então companheiro de equipe, Alain Prost, ser campeão pela primeira vez – e se aposentou de vez aos 36 anos.

“Ele disse que precisa de mais tempo, blá, blá, blá, e se apresenta como um cara relaxado que ainda realmente curte o que faz – mas internamente ele não está relaxado porque nenhum piloto de ponta gosta de ser derrotado.”

Para o austríaco, agora Schumacher não tem mais a desculpa de que precisa se readaptar à categoria, após passar três temporadas afastado.

“Ano passado entendemos que ele precisava de tempo para se acostumar com os carros diferentes. Ainda havia o problema de não conseguir testar. Tinha a impressão de que este ano seria sua última chance de ter uma volta digna e está sendo igual ao ano passado.”

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