Para Viviane Senna, talento foi chave para contratação de Bruno

Mãe do piloto brasileiro revela ainda que preferia não conviver no ambiente da F-1: "corrida boa para mim é a que termina"

Viviane comemora vitória de Bruno em Mônaco na GP2

 

Acho que é um conjunto de fatores, e esse é um deles. Ninguém, mesmo com essas condições favoráveis, investiria num piloto se ele não tivesse performance. E ninguém chega à F-1 se não tiver performance.

Com muita aflição. É assim que Viviane Senna, mãe e Bruno e irmã de Ayrton, revela que sempre assistiu às corridas. Mesmo não gostando muito das corridas, a empresária diz não perder uma corrida do filho e acredita que a chance na Williams seja a primeira que Bruno tem para mostrar serviço de maneira convencional.

“Acredito que pela primeira vez ele vai ter condições mais normais de correr. Isso é difícil para as pessoas entenderem. É normal terem como referência uma carreira comum, o que o Bruno não teve, pois entrou com uma defasagem de uns dez anos [começou a correr aos 21]. Agora, ele precisa de tempo, um ou dois anos, para desenvolver o que é. O Ayrton levou anos para ser campeão”, afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo.

Falando sobre as dúvidas acerca das principais motivações para Bruno ter sido escolhido em detrimento a Adrian Sutil e Rubens Barrichello em sua nova equipe, Viviane afirmou que o dinheiro não valeria nada se o filho não demonstrasse talento.

“As pessoas perguntam se o que ele levou de patrocínio foi determinante, mas foi o oposto. A equipe sabia que tinha patrocínio e nem sequer perguntou quanto era, como era. O que o time queria saber era a capacidade do Bruno. Ele podia ter o patrocínio que fosse, mas, se não tivesse agradado, não estaria lá.”

Mesmo torcendo, Viviane demonstra um certo desconforto com sua segunda incursão na categoria. “A F-1 não é exatamente um ambiente que eu gostaria de frequentar. Só acompanho por causa do Bruno. Não é um esporte de que eu goste.”

Um dos motivos que lhe causa mais aflição é o fato da habilidade do piloto não garantir que tudo dará certo.

“É um sofrimento toda corrida, até o último minuto. A corrida boa para mim é a corrida que termina. O que é aflitivo em F-1 para mim é que você não é o único elemento definidor do resultado. É muito diferente quando as coisas dependem só de você e não de vários fatores que vão dos freios aos pneus, ao motor, à eletrônica. A equipe, a chuva, os outros pilotos...”

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