Polêmica dos escapamentos está longe do fim

Engenheiro da Renault explica o conceito que promete dar o que falar e aponta equipe infeliz como fonte dos problemas

Red Bull teria o escapamento mais eficaz do grid

 

Todo campeonato de F1 que se preze precisa de uma boa polêmica na parte técnica. Nos últimos anos, foram os difusores duplos, o duto F e as asas flexíveis que tomaram conta do noticiário. A bola da vez são os gases do escapamento e motores que trabalham mesmo sem o piloto pisar no acelerador.

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Antes do GP da Espanha, a FIA chegou a proibir que os gases do escapamento fossem usados para melhorar a performance aerodinâmica do carro, mas voltou atrás.

Os difusores soprados vêm sendo usados desde o ano passado e seriam um dos principais motivos para o sucesso da Red Bull. Neste ano, muitas equipes levaram a interpretação do conceito às últimas consequências, fazendo com que os gases fossem expelidos mesmo quando o piloto não está com o pé no acelerador, a fim de que a pressão aerodinâmica não seja prejudicada nas curvas. 

A discussão ainda está longe do fim e a questão voltará à pauta no GP da Inglaterra.

O engenheiro-chefe de motores em pista da equipe da Renault, Ricardo Penteado, explicou o conceito ao TotalRace.

“Quando mais ar passar embaixo do carro, mais downforce ele vai criar, mais ele vai sugar o carro em direção à pista. O que todo mundo está tentando fazer é soprar o máximo de ar na porção exterior do assoalho para aspirar todo o ar que tem no assoalho para fora. Quanto mais ar for puxado para fora desta área, mais vai passar por dentro e vai criar mais depressão.”

O brasileiro compara a ideia a um avião.

“A chave é acelerar o ar que passa debaixo do assoalho. É como um efeito de asa, mas ao contrário, para criar depressão. Para isso, tem que fazer um fluxo de ar passar o mais rápido possível e em maior quantidade possível.”

Penteado explica que são várias as formas de conseguir este efeito – e joga uma luz sobre o real motivo do ‘jogo-duro’ da FIA.

“O nosso é um pouco mais complicado que os outros, porque a gente consegue fazer passar da frente para trás. Tem o da Red Bull, Ferrari e McLaren que estão fazendo mais com o escapamento para trás, o que acelera o fluxo de ar na parte traseira do carro. Todas as equipes estão tentando criar essa depressão da maneira que conseguem. Aparentemente, tem uma equipe que não está contente porque não está conseguindo usar o motor para fazer aumentar o fluxo do ar.”

(colaborou Felipe Motta)

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