Possibilidade de chuva causa preocupação com novo asfalto

"Não precisa ser especialista para saber que óleo e água não combinam", explica diretor esportivo da Pirelli

O novo asfalto de Interlagos foi aprovado pelos pilotos após as primeiras sessões de treinos livres, mas uma dúvida ainda paira sobre todos: como a superfície renovada vai reagir à água, caso a previsão de chuva para a classificação se confirme.

“Com o novo asfalto, qual efeito que a chuva vai ter é sempre um fator desconhecido, então é impossível fazer previsões”, destacou Fernando Alonso, que reconheceu a dificuldade de controlar o carro mesmo no seco. “A nova superfície produziu muita aderência, mas era difícil acertar uma volta, porque o comportamento do carro mudava a cada curva.”

[publicidade] O temor é que o pouco emborrachamento da superfície obtido com os treinos da sexta-feira seja perdido, causando problemas de aderência. Por outro lado, como os pilotos sofreram com as altas temperaturas do asfalto – acima de 50ºC durante a sessão disputada à tarde – o fato da pista estar mais fria com o tempo fechado pode ser positivo. “A mistura entre um asfalto muito limpo e o sol fez com que ele ficasse ainda mais quente do que o normal, o que causou bolhas nos pneus, algo incomum nesta temporada”, frisou Nico Rosberg. “Mas, se estiver mais frio, isso não será um problema.”

Segundo a Pirelli, o problema é o óleo que se solta do novo asfalto. “Com a chuva, não precisa ser um especialista para saber que óleo e água não são uma boa combinação”, explicou o diretor esportivo da Pirelli, Paul Hembery. “Então se chover será preciso ter muita calma. A trajetória será diferente na chuva em comparação com o seco, então os pilotos acabam usando partes da pista em que não andaram na sexta.”

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