"Professor Barrichello" dá aula sobre asa móvel

Piloto da Williams destaca que dispositivo pode ser usado livremente nos treinos, mas é proibido no caso de pista molhada

Barrichello explica o

Nesta quinta-feira em Melbourne, no dia de entrevistas oficiais antes do início dos treinos para a etapa de abertura da temporada, Rubens Barrichello deu uma aula sobre a asa móvel, dispositivo que estreia nesta temporada para propiciar mais ultrapassagens nas corridas, e o TotalRace estava atento às explicações.

De acordo com o piloto da Williams, a asa pode ser acionada durante todo o tempo nos treinos livres e na classificação, mas, durante a prova, ela só será usada na reta principal, caso o competidor passe pela penúltima curva (de número 14) do circuito Albert Park com uma distância aproximada de um segundo para o carro da frente.

Segundo o brasileiro, muitas dúvidas foram tiradas junto aos autores do regulamento para que a asa seja utilizada sem nenhum tipo de impasse ou em ocasiões indevidas. Em caso de chuva, por exemplo, a ativação do dispositivo será proibida: "Tivemos testes bons, conseguimos andar até na chuva. Não chegamos totalmente no escuro, pois as regras ficaram mais claras e os pedidos dos pilotos foram aceitos."

"Primeiro nos foi dito que não poderíamos usar a asa traseira com chuva, mas estaria liberada com os pneus intermediários. Agora esclareceram, dizendo que não pode usar com chuva alguma, mesmo na classificação. Precisava existir esta ordem. Agora a situação está mais aberta", destaca.

"Existe muita agressividade nos comentários dos pilotos. Acho que a luta é para que a asa seja utilizada para o seu princípio, que é ser acionada na reta para efetuar a ultrapassagem. A gente usava em Barcelona mais de oito vezes, pois são duas retas. É uma situação inusitada e aqui não vai ser diferente."

"Na classificação, vão tentar fazer a curva oito, que na chuva não se faz com o pé embaixo; mas no seco é aceleração total, e o muro é pertinho. Já na corrida está explicado certinho: antes da curva 14, se você está dentro de um segundo de diferença, após a curva 15 a luz acende e você pode abrir a asa na reta. Só lá. É o jeito efetivo de melhorar a ultrapassagem sem trazer insegurança", relata Barrichello.

"Já que todos usarão apenas em uma reta, o fator igualdade existirá. É melhor que a gente possa decifrar isso antes de circuitos como Spa, pois isso pode causar um acidente. Por enquanto, ainda se pode usar durante o tempo todo na classificação", completa.

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