Prost se preocupa com falta de popularidade da F-1: “Público não se renova”

Tetracampeão do mundo entende que novos motores, apesar do pouco barulho, são necessários para montadoras

Em crise e após ter contado com um grid de apenas 15 carros para a largada da primeira prova do campeonato, a Fórmula 1 se encontra em um momento de baixa popularidade. Isso preocupa o ex-campeão Alain Prost, que afirma que a categoria tem de mudar regras e criar atrativos para segurar os fãs.

[publicidade]No entanto, para ele – assim como para os times – motores de 1000cv de potência não são a resposta.

"Eu não sou a favor de ideias encontradas apenas como um ângulo de uma mesa", disse Prost ao site Motorsport.com, quando questionado sobre a ideia de motores com 1000cv.

"Houve muito disso nos últimos anos e acho que tem muito a ver com o fato de que a F-1 não está mais tão popular. Veja as ajudas de pilotagem, por exemplo. Eu também tiraria bastante downforce para fazer carros talvez mais difíceis de conduzir. Com certeza, um pouco de potência extra não seria ruim. Mas isso é tudo. Há muitas ao lado, como as comunicações de rádio e etc. Você tem que dar de volta uma imagem, uma credibilidade à F-1 para atrair os fãs mais jovens.”

"Estamos com um público que não se renova de fãs de F-1. Isso é também um problema porque eles tendem a ficar entediado. São as mesmas pessoas.”

"As pessoas gostam de barulho? Não há mais. Eles são nostálgicos quando falamos da década de 80 e etc. Temos que atrair as pessoas, para que vejam novidades.”

"Esta tecnologia de motores é fantástica e não foi conversada o suficiente, ou talvez não foi explicada corretamente. Temos que colocar as coisas em ordem e entender por que chegamos a este ponto.”

Para o tetracampeão as novas unidades de potência são o motivo de ainda termos grande montadoras na Fórmula 1.

"Os motores agora têm um papel importante e nós falamos mais sobre isso, pois é uma tecnologia nova. Isso é o que todos queriam, o que os fabricantes queriam", disse ele. "A prova é que, se não tivesse se não fossem essas as regras, acho que a Renault teria parado, a Mercedes não teria entrado e a Honda também não, com certeza.”

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