Renault converte maior consumo de combustível em melhor aerodinâmica

Fabricante larga com carros mais pesados, mas garante um desempenho melhor do difusor ao enviar mais gases por meio do escapamento

Vitaly Petrov foi um dos dois pilotos com motores Renault que subiram ao pódio na Austrália

A abertura do mundial teve no pódio dois pilotos que correram equipados com motores Renault. Pode não ter sido apenas uma mera coincidência. Para aumentar a eficiência dos novos difusores da Fórmula 1, que aproveitam os gases expelidos do escapamento para aumentar a aderência aerodinâmica, os engenheiros apostaram na melhoria da taxa de consumo do RS27.

Isso gerou um quadro interessante em Melbourne: os times equipados com motor Renault conseguiram gastar 10% mais combustível que o normal, mas chegaram ao final da prova – Mark Webber, da Red Bull, parou logo após a linha de chegada, por precaução.

Se por um lado ter mais gasolina no carro significa um peso extra no início da prova, queimar mais combustível resulta no lançamento de mais gases nos escapamentos, o que permite um funcionamento melhor do novo difusor. Na calculadora dos engenheiros da Renault, a conta deu certo em Melbourne.

Na Malásia, com o calor excessivo, vai ser preciso monitorar a temperatura da gasolina nos treinos livres para definir se este tipo de economia poderá se repetir em Sepang.

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Categorias Fórmula 1
Pilotos Mark Webber , Sebastian Vettel , Vitaly Petrov
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