Rubinho: Kers e DRS facilitam, mas não garantem ultrapassagens

Brasileiro afirma que Mônaco é uma das pistas nas quais os novos dispositivos não serão suficientes para garantir disputas

 

Na opinião de Rubens Barrichello, as novas alternativas criadas pela Fórmula 1 para aumentar as disputas nesta temporada podem fazer diferença em Mônaco, mas nem tanto.

As características travadas e o arrojo dos pilotos podem fazer os artifícios como o Kers e a asa móvel (DRS) serem irrelevantes nas travadas ruas do Principado, de acordo com o brasileiro, que relembrou um caso acontecido em 2001.

"A ultrapassagem em si não acontece tanto aqui. Se você tiver um problema na classificação com um carro mais rápido, você passa. Mas a gente já viu um [David] Coulthard com uma McLaren atrás da Arrows do [Enrique] Bernoldi por muitas voltas", conta Rubens, ouvido pelo TotalRace.

"As regras novas talvez favoreçam as ultrapassagens, algo vai acontecer. Mas que Mônaco é um território de 'não-ultrapassagens', isto é", continua Rubens, que voltou um pouco no tempo e contou como se sentia quando era superado pelos companheiros de equipe no início de carreira.

"Quando você é menos experiente, acha que já deu tudo, aí vai seu companheiro e faz melhor. É preciso ter a mente aberta para achar que você não deu tudo. Tem espaço para isso. Na F-1, existe essa característica de 'andar no limite'. No passado, chega a te afetar", diz.

"Teve um momento na Ferrari que falava: 'bom, meu carro não conseguiu, será que estou em condições iguais?'. Tem suas dificuldades, mas em Mônaco nunca tive isso. É um lugar legal onde ando bem", completa.

(Colaboraram Felipe Motta e Luis Fernando Ramos, de Mônaco)

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