Sobre ordens de equipe, pilotos dizem que “time está acima de tudo”

Maioria dos competidores ouvida pelo TotalRace se mostrou favorável aos procedimentos, uma vez que são pagos pelos times e devem fazer o que são orientados

Webber não gostou nada das ordens para ficar atrás de Vettel

As ordens de equipe dentro da Fórmula 1 são abominadas pelos fãs. Elas, inclusive, tiraram muitos torcedores dos autódromo e de frente da televisão. Mas, se depender da maioria dos pilotos, ela continuará acontecendo livremente e sem nenhuma objeção.

Depois do que aconteceu entre Fernando Alonso e Felipe Massa no GP da Alemanha do ano passado, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) autorizou a ordem de equipe. E ela veio na Inglaterra, com a Red Bull dizendo para Mark Webber não disputar a segunda posição com Sebastian Vettel, ordem não respeitada pelo australiano.

No entanto, mesmo se a ordem não fosse regulamentada, boa parte dos pilotos aceitaria ceder sua posição. Tudo isso se deve ao fato de que os competidores se dizem empregados das equipes, e precisam fazer tudo o que o time determinar, com o medo de perder o emprego. Para a maioria ouvida pelo TotalRace, a equipe vem acima de tudo.

"No fim, somos empregados da equipe. Ela tem a prioridade. Ela paga a gente para andar bem para ela. Claro que cada um de nós e o nosso ego, desejamos vencer. Mas é sempre um compromisso. Você precisa descobrir a melhor maneira de lidar com isso", conta Nico Rosberg, da Mercedes.

"Você quer vencer a corrida, mas, por outro lado, você pilota para a equipe. Como companheiros de equipe, temos de pensar no melhor para a equipe. Você precisa estar em uma situação favorável para que essa chamada vire a seu favor", comenta Timo Glock, da Marussia Virgin.

Já Nick Heidfeld, da Renault, admite que o procedimento não é uma coisa bem explicada: "Você sempre quer o melhor resultado, mas tem de lembrar que existe uma equipe grande e centenas de pessoas atrás. Não é algo claro, preto no branco."

Adrian Sutil, por sua vez, admitiu que cederia a posição, caso fosse pedido para fazer isso. "Eu acho que as ordens são permitidas. Mas tudo depende do que acontecer, se existe uma situação, se o piloto está em uma estrategia diferente, com pneus diferentes, tudo faz sentido para que isso aconteça. É importante ter uma comunicação aberta com a equipe. Queremos fazer o melhor trabalho possível e se tiver de deixar passar, vamos ter de deixar."

Atual campeão mundial, Vettel também deu sua opinião, afirmando que o regulamento permite tal situação e, que, se a disputa com Webber ficasse perigosa, ele abriria caminho para o australiano. "Eu acho que, depois do que aconteceu no ano passado, as regras mudaram e, da parte do regulamento, não tem o que falar. Geralmente queremos correr um contra o outro, e tento defender minha posição", analisou.

"Claro que, se ficasse arriscado para mim e pudesse perder tudo, deixaria passar, pois de segundo para terceiro são apenas três pontos. Todo mundo quer vencer e, do ponto da equipe, é compreensível. Não importa quem é segundo ou terceiro", completou.

Um dos principais beneficiados por ordens de equipe no passado, Michael Schumacher mostrou irônia em sua resposta: "Te direi uma vez em que estiver nesta posição."

Por outro lado, Jenson Button é o único a querer um piloto do mesmo nível dentro da mesma equipe. "Ter um bom companheiro de equipe é essencial na F-1. Alguns pilotos preferem ter um companheiro que não são tão rápidos, e não estou dizendo que eles são número 2, mas alguém que faria um papel secundário e não tiraria pontos deles."

"Como vocês puderam ver neste ano, tiramos pontos um do outro, o que não é a melhor coisa para o campeonato dos pilotos, mas é assim que deve ser. Você deve ter dois pilotos bons na equipe, e eles devem disputar, como sempre foi na F-1 no passado."

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Sobre este artigo
Categorias Fórmula 1
Pilotos Jenson Button , Nick Heidfeld , Nico Rosberg , Sebastian Vettel , Adrian Sutil
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