Sobre polêmica com pneus, Ecclestone sugere "lei da mordaça"

Chefão da F1 se reúne com pilotos e equipes para resolver questão com Pirelli e pede que insatisfações sejam resolvidas a portas fechadas; empresa italiana está próxima de continuar como fornecedora de pneus do campeonato

Como a polêmica envolvendo a Pirelli continua dando o que falar, Bernie Ecclestone decidiu intervir. Nesta sexta-feira, no intervalo entre os treinos livres, o dirigente convidou nomes importantes da categoria para uma reunião, que teve como objetivo aparar todas as arestas envolvendo os estouros dos compostos nos carros de Nico Rosberg e Sebastian Vettel no GP da Bélgica.

Ecclestone convidou Lewis Hamilton, Nico Rosberg, Fernando Alonso e Sebastian Vettel, entre os pilotos, e Toto Wolff, Niki Lauda, ​​Christian Horner e Maurizio Arrivabene representando os dirigentes das equipes. O ponto principal da conversa foi a declaração pública de Vettel após a falha nos momentos finais da prova em Spa, quando o alemão classificou o incidente como “inaceitável”.

Na quinta-feira, a Formula One Management (FOM) emitiu um comunicado reforçando o apoio à empresa italiana. Um dos chefes de equipe presentes na reunião disse que o objetivo da reunião foi “encontrar uma maneira de avançar junto com a Pirelli sem que haja controvérsia”.

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Ecclestone não impôs, mas sugeriu uma espécie de ‘lei da mordaça’. O britânico insinuou que, se novos problemas com a borracha surgirem, os pilotos devem expressar as respectivas insatisfações a portas fechadas.

"Quando incidentes acontecem, você quer discutir e entender o que aconteceu. Mas é assim: se você me vender alguma coisa e isso não funcionar, é com você que eu vou me queixar, não vou fazer uma reclamação pública. Quero que eles (pilotos) pensem e, se algum deles têm problemas, eles devem falar com os causadores destes problemas. É isso, eu acho que eles entenderam”, disse Ecclestone, em entrevista ao Motorsport.com.

No entanto, o dirigente se mostrou compreensivo em relação às declarações de Vettel após a prova belga. “Se você  estivesse no lugar de Sebastian e passasse pelo que ele passou, você não sairia do carro dizendo: 'graças a Deus que aconteceu’. Você faria o mesmo que ele fez e eu também", afirmou.

Pirelli próxima de renovar com a F1

As palavras e atitudes de apoio à Pirelli por parte de Ecclestone vêm em um momento de decisão sobre quem fornecerá os pneus para a categoria a partir de 2017 – as fabricantes na briga são a empresa italiana e a Michelin.

Entretanto, tudo indica que a Pirelli vencerá a concorrência. Questionado se o que ele estava fazendo seria um sinal evidente de que a Pirelli continuará na categoria, o dirigente foi direto: “Claro, não vamos deixá-los partir, eles estão fazendo um bom trabalho. Eu disse a eles, há muito tempo, que eu não quero um pneu que dure uma corrida inteira”, afirmou.

"Eles têm feito o melhor naquilo que foi pedido a eles. Se necessário, eles podem construir um pneu que você coloca em janeiro e só retira em dezembro”, concluiu.

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