Veja 5 fatos que fazem de Cingapura a pista mais difícil

Correr à noite é um desafio enorme? Que nada! De acordo com site oficial da F1, outros 5 fatos desafiam ainda mais os pilotos em Cingapura, e fazem a prova ser considerada uma das mais difíceis do calendário

1) O calor

 A corrida é disputada à noite, mas não se engane: mesmo quando o sol de põe, a temperatura e a umidade permanecem altas. O termômetro costuma ficar na casa dos 30° C. De dentro do cockpit, os pilotos chegam a enfrentar temperaturas de até 60° C.

“É duro descrever como é correr uma prova de duas horas nessas condições, mas tente pensar em como seria entrar em uma sauna usando um traje à prova de fogo e um capacete”, disse Lewis Hamilton à BBC

“É a única corrida da temporada que quando você abre uma fresta da viseira, na esperança de deixar algum ar frio entrar, você se arrepende, pois é mais quente lá fora", afirmou Daniel Ricciardo. “Na volta de aquecimento, suas bebidas que deveriam estar geladas já estão na temperatura de um chá.”

2) Os calombos na pista

O asfalto do circuito de rua recebe um trânsito intenso durante o ano inteiro. Portanto, é natural que a pista seja mais ondulada do que os outros GPs, por mais que os investimentos para minimizar a questão sejam pesados.

“Você fica sendo jogado por todo o lado dentro do carro”, disse Hamilton. “Você sente uma compressão na coluna. Suas pernas não param de se mover. Você vibra o tempo todo e torce para não travar os freios. É insano.”

3) O número de curvas

Marina Bay tem 5.065 km, com um total de 23 curvas por volta – mais do que em qualquer outra pista do calendário. E pior: as curvas são rápidas e estão dispostas em distâncias curtas, o que não deixa tempo de descanso aos pilotos.

“Não há descanso, você está constantemente virando para a esquerda e direita, esquerda e direita”, disse Hamilton.

4) A duração da prova

Mesmo não sendo a pista mais longa da temporada - Spa-Francorchamps tem 1.939 km a mais que Marina Bay -, o GP de Cingapura é mais travado. Isso faz com que sejam necessárias 61 voltas para ultrapassar os 305 km necessários de um GP.

O resultado é que a corrida geralmente acabe com poucos minutos antes do limite de duas horas imposto pelo regulamento.

“Você precisa estar 100% focado por duas horas, o que é mais duro do que parece com o calor e umidade”, disse Hamilton. “Qualquer pequeno deslize e você está no muro, então manter a concentração é crucial.”

5) Horários não convencionais

Um dos aspectos mais estranhos do final de semana em Cingapura é que as equipes e pilotos permanecem no horário europeu para compensar o fato de que os treinos acontecem à noite, bem depois do “normal” de um GP.

“Parece estranho, mas como a corrida ocorre às 20h, nós tentamos ficar no horário europeu o maior tempo possível, para ter certeza de que nós estaremos alertas durante a prova”, disse Sebastian Vettel. “Eu acordo na hora do almoço e tomo café-da-manhã pelas 14h, pois neste horário são 20h na Suíça (onde Vettel mora).”

Be part of something big

Escreva um comentário
Mostrar comentários
Sobre este artigo
Categorias Fórmula 1
Evento GP de Cingapura
Pista Singapore Street Circuit
Tipo de artigo Últimas notícias