Vergne crê em “boas chances” de conseguir um lugar na Haas

O ex-piloto da Toro Rosso e atual piloto de testes da Ferrari acredita que são boas as chances de conseguir um lugar na equipe Haas para a temporada 2016 da F1, mesmo sendo piloto da Virgin Racing DS na F-E

Jean-Eric Vergne acredita que as chances de retornar à F1 pela equipe Haas são boas. O piloto francês, que esteve na Toro Rosso por três anos, espera que a ligação com a Ferrari – na qual ele é um dos pilotos de testes – o ajude a conseguir um lugar no time que estreará na próxima temporada.

Os principais concorrentes de Vergne são Esteban Gutiérrez, companheiro de testes no time italiano – que tem um forte pacote de patrocinadores mexicanos dando suporte – e o alvo principal do time norte-americano, Nico Hülkenberg, atualmente na Force India.

"Há alguns de nós (na briga) e dois assentos, mas digamos que eu tenho boas chances de conseguir um lugar na Haas. Mas também há a F-E, então ainda é cedo para falar sobre isso”, disse Vergne – que atualmente é piloto da Virgin Racing DS na categoria de carros elétricos, ao Motorsport.com.

"Se a (vaga na) F1 se confirmar, haverá duas frentes de batalha. Apesar de ser muito cedo para dizer como conciliar isso, espero ter esse problema para resolver, é um daquelas situações boas para se lidar. Hoje, no entanto, meu foco é a F-E, além de eu estar muito bem no trabalho com a Ferrari – algo que, obviamente, pode me ajudar no caminho para a Haas”, contou o francês.

Gene Haas, chefe da futura equipe, disse ao Motorsport.com que há mais dois pilotos na lista de concorrentes às vagas no time, além dos três citados acima.

Laços com a Ferrari e experiência com a Toro Rosso

A Haas entrará na F1 em parceria técnica com a Ferrari e Vergne acredita que os fortes laços com a esquadra italiana, alinhado ao conhecimento acumulado nos anos de Toro Rosso, aumentam as chances de conseguir uma das vagas no time norte-americano.

"Eu acho que isso (ligação com a Ferrari) é uma vantagem. Além disso, estive dentro da estrutura da Red Bull, como piloto reserva e testando no simulador, na época em que eles ganharam tudo. Aprendi muito naquele período. Então tive três anos com a Toro Rosso, quando mostrei meu valor. Comparando o meu desempenho com o de (Daniel) Ricciardo, eu o superei no primeiro ano e no segundo a briga foi muito apertada. Hoje ele é um piloto que vence corridas”, observou, para em seguida falar sobre o trabalho no time de Maranello.

"Na Ferrari, eu continuo adquirindo novos conhecimentos – e na maior equipe de todos os tempos. É uma nova filosofia de trabalho para mim, continuo a aprender coisas novas sobre os aspectos técnicos do carro. Claro que isso tem peso quando se trata da luta pela vaga na Haas”, ponderou.
Sair do grid da F1 mas fazer parte de uma equipe como a Ferrari, trabalhando todos os finais de semana no simulador – vendo de perto as mudanças no carro e tudo o que acontece na fábrica em primeira mão – e estar na ativa (na F-E)... não são coisas de se jogar fora”, encerrou.

Entrevista por Guillaume Navarro

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Categorias Fórmula 1
Pilotos Nico Hulkenberg , Esteban Gutierrez , Jean-Eric Vergne
Equipes Haas F1 Team
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