Warwick reclama de falta de incentivo público ao automobilismo

Presidente da entidade que administra o circuito de Silverstone quer que esporte seja tratado como modalidades olímpicas

O presidente da BRDC, entidade sem fins lucrativos que administra o circuito de Silverstone, Derek Warwick, reclamou da falta de assistência do governo britânico e comparou a realidade dos jovens pilotos britânicos ao dos atletas olímpicos, que recebem dinheiro vindo da loteria e dos cofres públicos.

O ex-piloto lembrou que Silverstone esteve seriamente ameaçada de ficar de fora do calendário da Fórmula 1 em 2008 por falta de investimento no circuito, e afirmou que a situação financeira do autódromo é delicada.

“Com Bernie Ecclestone você nunca pode ter certeza de nada, mas temos um contrato de 17 anos e estamos muito seguros para os próximos 14 anos. Mas tenho de dizer que nosso negócio é muito marginal, não fazemos muito dinheiro – na verdade perdemos em 2012 – então me entristece ver o investimento público em outros atletas britânicos”, afirmou à Sky Sports.

“Os remadores recebem 27 mil libras [mais de 87 mil reais] cada, os pilotos jovens e Silverstone não recebem nada da loteria e do governo. Chegou a hora deles pararem de ver as pessoas do esporte a motor como milionárias. Muitas pessoas na F-1 têm muito dinheiro, mas nossos jovens pilotos precisam de ajuda – eles precisam do governo e da loteria, assim como Silverstone. Temos dificuldades e poderíamos melhorar com alguma ajuda”, completou Warwick.

Vários circuitos no calendário, incluindo o palco do GP do Brasil, em Interlagos, e pistas mais novas, como no Bahrein e na China, são mantidas com dinheiro público. Na Inglaterra, porém, todas as recentes reformas em Silverstone foram realizadas por meio de acordos com a iniciativa privada.

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