Whitmarsh elogia luta entre companheiros e defende estratégia

Chefe da McLaren afirma que erro com Hamilton não foi óbvio e critica punição dada ao campeão de 2008: "foi muito dura"

Martin Whitmarsh e Jenson Button

A McLaren ficou em destaque neste GP da Hungria, tanto pela decisão que tomou com Lewis Hamilton, que acabou negando a vitória ao piloto inglês e aumentando consideravelmente a tranquilidade de seu companheiro Jenson Button na ponta, quanto pelo silêncio quando os dois lutavam por posição.

Principalmente depois das ordens de equipe na Red Bull ao final do GP da Grã-Bretanha, a liberdade na McLaren, que não é novidade, foi uma das marcas da movimentada prova desse fim de semana.

“É algo que aconteceu algumas vezes neste e no último ano. É duro, mas confio nos pilotos. Eles já se tocaram algumas vezes, mas confiam um do outro e vão disputar. É como as coisas são. É bom para a televisão e para o espírito da equipe”, afirmou Martin Withmarsh em entrevista acompanhada pelo TotalRace em Budapeste.

O chefe da McLaren defendeu a decisão da equipe em chamar o então líder da corrida, Hamilton, para colocar os pneus intermediários, o que logo se mostrou um erro, pois a chuva que esperavam não caiu.

“A decisão foi tomada pelas circunstâncias que tínhamos. Não me arrependo. Não é uma daqueles corridas em que você pensa: 'devíamos ter feito algo diferente, era óbvio'. Não acho que era óbvio.”

Whitmarsh ainda criticou o drive though imposto a Hamilton por ter forçado Paul Di Resta para fora da pista ao se recuperar de uma rodada.

“Acho que foi uma decisão muito dura. Duvido que Paul [Di Resta] pediria que ele fosse punido. Ele estava corrigindo uma rodada. Mas a vida é assim. Temos de seguir em frente. A reação de Lewis demonstrou que ele amadureceu e fez um grande trabalho, dadas as circunstâncias.”

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