Após morte de WIlson, Bia pede cockpits fechados: “pilotos têm família”

Companheira do britânico em duas equipes na Indy, piloto pede melhora na segurança: “Massa foi o único que conseguiu escapar”

Bia Figueiredo certamente foi a piloto que teve um dos relacionamentos mais ricos com o britânico Justin Wilson nos últimos anos. Eles foram companheiros em 2010 e 2011 (único ano inteiro dela na Indy) na Dreyer and Reinbold e depois na equipe Dale Coyne em 2013.

A perda de Justin, que foi acertado pelo bico do carro do norte-americano Sage Karam nas 500 Milhas de Pocono e não resistiu aos ferimentos neurológicos na última segunda-feira, foi bastante sentida pela atual piloto da equipe Bassani na Stock Car.

“Quando saiu a notícia do coma fiquei bem preocupada, mas a gente sempre tem esperança”, disse Bia ao Motorsport.com. Ela corre neste final de semana em Cascavel com uma homenagem a Wilson em seu volante. “Era uma pessoa sensacional, um cara que me ensinou muito.”

“Só assisti à algumas partes da corrida e confesso que não vi o acidente ao vivo. Acabei só vendo depois. Ninguém entendia muito bem, porque o foco era o Karam. Só vendo o replay que entendemos o que houve.”

“Mas quando acontece algo assim a gente nem acredita. Rezei por ele e pela família, porque é um momento difícil. A gente fica de coração partido. Para a família é mil vezes pior”. Wilson deixou mulher e duas filhas.

Para Bia, o episódio mostra que já passou da hora de se instituir oficialmente uma proteção para a cabeça dos pilotos. “Em termos de segurança é o que tem feito falta, algo para proteger os pilotos na frente nos fórmulas. O Massa foi o único piloto que conseguiu escapar”, observou.

“Muda aquilo que é o monoposto, mas temos de lembrar do lado da família dos pilotos. Uma pequena coisa como uma peça pode tirar a vida de alguém. Sou à favor.”

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Categorias IndyCar
Pilotos Justin Wilson , Ana Beatriz
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